- Sobreviventes de naufrágio contestam a versão da guarda costeira, dizendo que a balsa não mudou de direção nem atingiu o navio da autoridade.
- Quinze migrantes afegãos morreram perto da ilha de Quíos no dia três de fevereiro; cerca de duas dezenas foram resgatados, incluindo onze menores.
- A guarda costeira informou que a embarcação navegava com as luzes apagadas e ignorou avisos para parar; a colisão resultou no capotamento.
- Três sobreviventes afirmaram à Reuters que não houve aviso prévio e que o barco da guarda acendeu as luzes pouco antes do choque.
- O governo manteve a versão oficial, o tribunal ordenou a detenção preventiva de um homem marroquino acusado de ter causado o acidente, e a Reuters não conseguiu verificar de forma independente os relatos; a câmera da embarcação não estava ligada no momento.
Survivors de um naufrágio na costa da Grécia, na ilha de Quíos, afirmaram que a embarcação inflável em que estavam não mudou de rumo nem colidiu com uma embarcação da guarda costeira, contrariando a versão oficial das autoridades. O acidente ocorreu em 3 de fevereiro.
De acordo com a Guarda Costeira, 15 migrantes afegãos morreram e cerca de 24 foram resgatados, incluindo 11 menores, algumas pessoas com ferimentos graves. A instituição informou que o barco navegava com as luzes desligadas e ignorou avisos da patrulha.
Testemunhos de três sobreviventes, analisados pela Reuters, dizem que a guarda costeira não fez aviso prévio e que a gente não mudou de rota antes da colisão. Eles afirmam ter visto o barco patrulha acender as luzes apenas antes do impacto.
Um sobrevivente afirmou que, se tivessem sido perseguidos, teriam parado; estavam em uma embarcação inflável com crianças e seguiam em linha reta, sem curva para a esquerda ou para a direita. A guarda costeira não respondeu a pedidos de comentário.
O ministro de Migração, Thanos Plevris, elogiou as operações de resgate e atribuiu as mortes a contrabandistas. Uma prisão preventiva foi decretada para um homem marroquino acusado de ter causado o acidente. A câmera do navio da guarda não estava ligada no momento, segundo fontes da investigação.
A oitiva pública é acompanhada em meio a críticas à atuação de fronteira da Grécia, que desde 2015 enfrenta escrutínio sobre fugas de embarcações e acusações de práticas como pushbacks. A UE informou estar revisando casos de violações de direitos humanos envolvendo a Grécia.
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