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Mídia de jogos revela plano de pagar apenas por clique aos escritores

TheGamer passa a pagar por sessão; remuneração depende de mil visualizações, o que pode afastar freelancers e provocar revolta entre a equipe

© Valnet
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  • A TheGamer, site administrado pela Valnet, adotou contratos de “Pay Per Session” em 21 de maio, com pagamento condicionado a visualizações.
  • Sob o novo modelo, escritores recebem 5 dólares por cada mil sessões (cliques) e editores, 3 dólares por mil sessões, válidos apenas nos primeiros quinze dias de cada post.
  • Se o artigo não atingir mil sessões, não há pagamento, o que levou a acusações de “soft-layoff” entre os funcionários contratuais.
  • Segundo relatos, quase todos os colaboradores da TheGamer são contratados como freelancers/permanlances, com poucos funcionários formais; houve revolta significativa no Slack.
  • Críticos apontam que quedas de tráfego devem-se a mudanças no Google e ao uso de IA no buscador, o que agrava a queda de cliques e a preocupação com remuneração baseada apenas em visualizações.

OGamer, site de notícias de games controlado pela Valnet, anunciou contratos de “Pay Per Session” para editores e redatores. A medida, divulgada em 21 de maio, prevê remuneração baseada no desempenho de cada artigo e pode não pagar quem não alcançar determinado número de visualizações. A mudança entrou em vigor em 22 de maio.

Segundo o conteúdo visto pelo Kotaku em contrato enviado ao TheGamer, a estrutura de pagamento premia artigos com bom desempenho, mas também pode deixar de pagar quem não atingir o mínimo de cliques. A empresa afirma focar em conteúdos de maior alcance.

A Valnet é conhecida por possuir veículos como Polygon, GameRant, OpenCritic, Collider e outras plataformas de tecnologia, jogos e estilo de vida. A gestão alega buscar eficiência, enquanto ex-funcionários associam a prática a precarização de trabalho freelance.

Diversos funcionários do TheGamer, na prática, atuam como freelancers ou permalance, segundo informações compartilhadas com o Kotaku. Parte da equipe já manifestou desconforto e preocupações com a nova política de pagamento por sessão.

Conforme o novo acordo, editores receberiam 3 dólares por cada 1.000 sessões, e redatores 5 dólares por 1.000 sessões. O pagamento vale apenas para os primeiros 15 dias de cada postagem, o que reduz a remuneração por views futuras.

A reportagem aponta que a maior parte dos profissionais seria classificada como freelancer, com apenas alguns empregados formais. A implementação ocorreu após uma revolta na Slack interna, segundo relatos de quem participa do TheGamer.

Especialistas citados pelo veículo indicam que mudanças são compatíveis com práticas de redução de quadro sem demissão direta, visando evitar cortes explícitos de pessoal. O ambiente de resistência interna se intensificou em meio à mudança.

A notícia aponta ainda impactos de SEO e da disseminação de IA na busca por cliques, fatores que teriam reduzido as visualizações e, consequentemente, a renda de muitos colaboradores. A empresa não respondeu a pedidos de comentário.

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