- A Sky estuda encerrar a joint venture com a Sky News Arabia, operada no Emirados Árabes Unidos, e pode deixar de licenciar a marca no próximo ano.
- A decisão ocorre após acusações de que a emissora veicula propaganda e minimiza genocídio no Sudão, relacionado ao grupo paramilitar RSF apoiado pelos Emirados.
- Em novembro, o Sudão proibiu a Sky News Arabia de operar no país após envio de equipe a El Fasher, capital do Darfur do Norte.
- A rede foi ligada a um repórter casado com um funcionário sênior do governo paralelo do RSF, e há alegações de que coberturas minimizam evidências de atrocidades.
- A Sky News e a IMI, parceira sediada nos Emirados, negaram que a discussão envolva decisões editoriais; as negociações são comerciais e confidenciais.
Sky News Arabia pode encerrar a joint venture com a UAE após acusações de propaganda e negação de genocídio. O assunto envolve a possibilidade de a licença para usar a marca Sky ser encerrada no próximo ano.
A parceria foi formada em 2010, por meio da IMI, Vehicle controlado por um membro da família governante do UAE, para lançar o serviço de notícias em árabe 24 horas. A empresa mira o concorrente de canais árabes de notícias.
Temas centrais incluem a linha editorial da Sky News Arabia sobre o Sudão, onde provocadores acusam o canal de minimizar as atrocidades cometidas por forças apoiadas pela UAE, o RSF.
No fim de 2023, o Sudão expulsou a Sky News Arabia do território após a emissora enviar equipes a El Fasher, na Darfur, com alegação de estabilização da situação. A emissora afirmou que o relatório refletia a realidade local.
Um repórter da Sky News Arabia é casado com um alto funcionário do governo paralelo do RSF, o que gerou questionamentos sobre imparcialidade. A cobertura também foi apontada por suspeita de descrever imagens de satélite e testemunhos como sem evidência no terreno.
Em 2020, houve planos para criar um canal de notícias global com NBC, o NBC Sky World News, que foi descartado. A Sky News não comentou o assunto.
Uma porta-voz da IMI afirmou que não houve decisão tomada sobre o futuro da parceria e que as negociações seguem de forma confidencial e estritamente comercial, sem relação com questões editoriais.
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