- Michelle Bolsonaro compartilhou no Instagram um vídeo de influencer bolsonarista que acusa jornalistas de desejar a morte de Bolsonaro, sem provas.
- A gravação foi feita em frente ao hospital DF Star, no primeiro dia de internação, e questiona o trabalho dos profissionais.
- Ao menos dois jornalistas registraram boletim de ocorrência por ameaças; houve ataques nas redes e divulgação de vídeo com IA sugerindo violência contra uma repórter.
- Em outra postagem, usuário no X insultsou uma repórter e dirigiu ameaças a filho de outra profissional; ambas registraram boletim de ocorrência.
- Sindicatos e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) emitiram notas de repúdio; a Polícia Militar orientou os jornalistas a buscar a proteção disponível caso haja nova intercorrência.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou um vídeo nas redes sociais que mostra uma influenciadora bolsonarista filmando jornalistas em frente ao hospital DF Star, em Brasília, onde Jair Bolsonaro está internado. A gravação sugere, sem provas, que profissionais desejavam a morte do ex-presidente. Motivo: o conteúdo viraliza após a divulgação de informações sobre a internação.
Jornalistas que estavam no local já haviam recebido ameaças antes da publicação do vídeo. Ao menos dois profissionais registraram boletim de ocorrência pela violência verbal e digital. O caso ganhou repercussão após o compartilhamento feito por Michelle, que tem mais de 8 milhões de seguidores.
Após a circulação do material, redes sociais passaram a registrar ataques contra repórteres. Em um caso foi divulgado conteúdo com IA insinuando que uma jornalista seria esfaqueada. Ameaças também chegaram por mensagens diretas e comentários abusivos.
Em X, uma postagem chamou uma repórter de vagabunda e insinuou que jornalistas desejavam a morte de Bolsonaro. A mensagem sugeriu retaliação contra a profissional. Outra jornalista recebeu ameaças envolvendo o filho, levando-a a fechar as redes.
O Sindicato dos Jornalistas e a Abert emitiram nota pública repudiando as agressões. Três jornalistas consultados pelo portal avaliam medidas legais cabíveis. Autoridades locais foram acionadas para acompanhar a situação.
A Polícia Militar orientou repórteres a buscar apoio da equipe de segurança em frente ao hospital, caso ocorram novos incidentes. Não houve registro de novos episódios desde a última sexta-feira.
A reportagem procurou Michelle Bolsonaro e o DF Star para um posicionamento, mas não houve resposta até o fechamento desta edição. A nota da Abert reforça a defesa da liberdade de expressão e a proteção de profissionais da imprensa.
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