- O editor do Washington Post, Matt Murray, reconheceu “um sentimento generalizado de perda, de trauma real” em uma reunião com funcionários, após a empresa ter demitido quase um terço dos seus colaboradores na semana anterior.
- Murray defendeu a estratégia do jornal, dizendo que há confiança de que o Post está no caminho do sucesso, apesar das demissões e da gravidade dos cortes.
- A liderança usou dados de tendências de leitura para definir os cortes, atingindo especialmente as áreas de esportes, internacional, local e estilo.
- Murray afirmou que não houve um retorno às velhas políticas e que a missão do Post permanece inalterada, apesar da ausência de um “Trump bump” atual.
- O novo diretor financeiro, Jeff D’Onofrio, apresentado como presidente interino pelo dono Jeff Bezos, mencionou que mudanças são necessárias para alterar o rumo do negócio, garantindo à equipe que eles chegarão do outro lado.
O editor-chefe do Washington Post, Matt Murray, reconheceu em encontro com a redação uma sensação de perda e trauma após a demissão de quase um terço do quadro, ocorrida na semana anterior. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, em meio a questionamentos sobre o futuro do jornal.
Murray afirmou que o volume de cortes foi profundo e que a empresa enfrenta problemas financeiros há algum tempo. Ele destacou que a liderança não pretende revisitar o passado, mas admite que a situação exigiu mudanças na estratégia.
Segundo o editor, a decisão de reduzir pessoal utilizou dados de tendências de audiência para definir áreas com maior impacto. As seções de esportes, internacional, local e estilo foram as mais atingidas, com ajustes ainda sob avaliação.
O jornal também mencionou que não houve um “revés Trump” atual, mas que houve queda na leitura de algumas pautas, com leitores buscando conteúdos diferentes. Murray reforçou que a missão do Post permanece inalterada.
Jeff D’Onofrio, nomeado publisher interino pelo dono Jeff Bezos após a saída abrupta de Will Lewis, apresentou-se aos funcionários. Ele disse que a empresa buscará mudanças no alcance e na direção do negócio.
D’Onofrio, que ingressou no Post em junho passado como diretor financeiro, tranquilizou a equipe afirmando que há um caminho para a recuperação e que todos devem atuar juntos. Ele enfatizou a necessidade de reconstruir confiança.
Durante a reunião, funcionários veteranos questionaram a gestão, sugerindo desânimo e dúvidas sobre a direção. Murray respondeu que a equipe de liderança continua sendo confiável e que há responsabilidade a ser considerada, sem apresentar julgamentos.
Sobre a saída de Lewis, o editor manteve o foco na continuidade da operação e observou que há um novo CEO atuando na tesouraria. A mensagem foi de que mudanças são parte da transformação em curso, sem oferecer conclusões.
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