Em Alta NotíciasAcontecimentos internacionaisFutebolPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Análise aponta falência moral do jornalismo brasileiro

A imprensa brasileira enfrenta degradação ética, seletividade política e censura, minando credibilidade e a função de fiscal do poder

Imagem do autor
Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
O jornalismo brasileiro está moralmente falido. (Foto: Imagem criada utilizando Dall-E/Gazeta do Povo)
0:00
Carregando...
0:00
  • O jornalismo brasileiro enfrenta uma crise de credibilidade e de identidade, com grandes grupos transformando-se em aparatos de militância política em vez de observadores da vida pública.
  • A cobertura de temas institucionais tornou-se parcial, com apoio à anulação de condenações da Lava Jato e críticas seletivas a decisões judiciais, sob discurso de defesa da democracia.
  • Há um padrão de seletividade e autoritarismo, incluindo censura prévia, remoção de conteúdos e perseguição de opositores, com impacto na liberdade de expressão e no papel de fiscalização.
  • O tom crítico facilita a punição de deviantes políticos enquanto reforça tratamento brando a autoridades de referência, revelando um duplo padrão e hipocrisia no debate público.
  • Dados indicam queda de confiança na imprensa no Brasil (aproximadamente 42% em 2025) e identificação de muitos jornalistas com espectro político de esquerda, refletindo a erosão da imparcialidade.

O jornalismo brasileiro, visto por décadas como fiscal do poder, enfrenta hoje uma crise de identidade e credibilidade. O retrato atual aponta para um estágio de erosão moral e intelectual, com alguns veículos mantendo padrões profissionais, mas grandes conglomerados adotando uma linha ideológica marcada por atuação político-partidária.

Essa transformação aparece de forma explícita em coberturas recentes sobre a Justiça. Redações assumem postura crítica seletiva, celebrando determinadas decisões enquanto ignoram impactos de longo prazo na confiança institucional. A crise deixa claro que a função de controle público perdeu parte de sua força tradicional.

Destruição institucional

A degradação não ocorreu por acaso. A reforma do debate público foi construída ao longo de anos, sob o argumento de defesa da democracia. Em 2021, decisões do STF favoreceram réus ligados à operação Lava Jato, influenciando a percepção sobre a Justiça e suas condenações.

Essas decisões, segundo análises, influenciaram a narrativa de combate à corrupção. Mesmo assim, o ciclo de cobertura favoreceu leituras que minimizaram efeitos institucionais amplos e o papel da imprensa no escrutínio contínuo do poder.

Seletividade e autoritarismo

Casos de punição a opositores e censura emergem como fenômeno frequente em coberturas. Políticos de direita enfrentam cobranças intensas, enquanto ações de censura contra críticos de setores do poder recebem tratamento diverso.

O Judiciário ampliou competências de regulação de redes sociais e adotou medidas que impactaram plataformas, com relatos de remoção de conteúdos. Em paralelo, algumas reportagens passaram a enfatizar apenas aspectos que apoiam determinados desfechos políticos.

O duplo padrão e a hipocrisia

A narrativa pública, segundo observadores, alterna entre defesa da democracia e apoio a restrições de expressão. Coberturas que antes criticavam censuras passaram a valida-las em contextos favoráveis a agendas específicas.

Essa assimetria se reflete também na comparação entre governos. Em ocasiões, críticas agressivas a gestões de um mandato coexistem com tolerância a medidas de maior alcance regulatório em outro contexto, gerando percepção de viés.

A confiança pública

Relatórios internacionais indicam queda da confiança na mídia no Brasil, com indicadores baixos ao longo dos anos. Pesquisas apontam que uma parcela relevante da população questiona a independência de parte da imprensa frente a interesses políticos.

Ainda há jornalistas e veículos independentes que resistem a esse quadro. Contudo, a percepção de parcialidade e de partidarização cresce entre leitores e espectadores.

A degradação irreversível

Referências históricas são citadas para ilustrar a gravidade da situação. Autores e estudiosos discutem a relação entre poder, propaganda e autonomia editorial, destacando riscos à democracia quando o escrutínio público se torna seletivo.

A narrativa atual aponta que a imprensa não se limita a noticiar. Em parte do cenário, atua como parte interessada na disputa pelo poder, o que compromete a função informativa essencial para a sociedade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais