- Jeff Bezos comprou o Washington Post em 2013 e, desde então, houve mudanças na postura da empresa e de seu dono.
- Hoje ocorreram demissões em massa, com mais de 300 funcionários, atingindo a editoria de esportes, repórteres internacionais, repórteres de tecnologia (incluindo o responsável pela cobertura da Amazon) e outras áreas.
- O ex-Editor-Cial Marty Baron chamou o momento de “um dos dias mais sombrios” da história da organização.
- As declarações de Bezos sobre o jornal teriam mudado desde a aquisição, indo de curiosidade inicial a mudanças que incluíram apoio a Kamala Harris em 2024 e alterações que impactaram a linha editorial.
- As informações sobre as demissões foram reproduzidas pelo The New York Times, com observações adicionais usadas pelo Nieman Lab para acompanhar as mudanças de posicionamento de Bezos.
A Washington Post anunciou demissões que atingem mais de 300 profissionais. Entre os afetados, estão setores de esportes, correspondentes internacionais e a equipe de tecnologia, incluindo a repórter dedicada à Amazon. A medida é a mais ampla desde a aquisição pela empresa de Jeff Bezos em 2013.
A notícia foi confirmada pela própria organização e pela imprensa. A diretoria destacou que a reestruturação visa ajustar custos e alinhar a produção jornalística às estratégias atuais. Chamou atenção que o corte envolve áreas com cobertura estratégica para o jornal.
Marty Baron, ex-editor-chefe, avaliou a medida como um dos momentos mais sombrios da história de uma das maiores organizações de notícias do mundo. Fontes próximas à redação indicam que o clima interno é de preocupação entre equipes.
Transformação ao longo dos anos
Historicamente, Bezos demonstrou curiosidade inicial pela publicação, com ideias de manter independência editorial. Com o tempo, surgiram mudanças de abordagem que incluíram avaliações sobre o relacionamento com o público e a monetização de conteúdos.
Segundo reportagens, houve evoluções na linha editorial e ajustes que incluíram mudanças na seção de opinião e no ritmo de certainas coberturas. A Post passou a enfatizar diferentes formatos de reportagem para sustentar o modelo de negócio.
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