- Ana Paula Renault, ex-BBB e apresentadora, contou em entrevista à Rádio Chupim um episódio que levou o SBT a desmentir um jornalista após quarenta anos de história.
- Segundo a apresentadora, Sikêra Júnior decidiu levar o caso à Justiça após ela afirmar publicamente que não o admirava, recorrendo às redes sociais para tentar silenciar e intimidar.
- O núcleo da ação foi a classificação de Sikêra como homofóbico, fundamentada em falas públicas dele ao longo da carreira; Ana afirmou que o veículo público não concordava com esse posicionamento.
- O processo movido contra Ana Renault não prosperou; ela afirmou que é possível chamar alguém de homofóbico, citando a conclusão de que Sikêra perdeu a ação.
- Em janeiro de dois mil e vinte e seis, a Justiça Federal condenou Sikêra Júnior por discurso homotransfóbico, com pena de três anos e seis meses de reclusão, substituída por prestação de serviços comunitários e doações a instituições LGBTQIA+.
Ana Paula Renault, ex-BBB 26, contou em entrevista à Rádio Chupim como provocou uma mudança de posicionamento dentro do SBT ao desmentir publicamente um jornalista que atuava há décadas na emissora. O episódio acabou levando a uma disputa judicial envolvendo Sikêra Jr., apresentador do Alerta Nacional.
A jornalista relatou que o conflito ganhou repercussão após ela afirmar publicamente não nutrir admiração por Sikêra Jr. Segundo Renault, o apresentador recorreu à via judicial para tentar impor um silenciamento e pressionar a emissora a retratar o desmentido. O processo, entretanto, não teve condenação.
A disputa envolve ainda a imagem de Sikêra Jr. na TV aberta e as declarações públicas que o tornaram tema de debates sobre discurso homofóbico. Renault afirmou que a defesa apresentada pelo apresentador foi contestada na Justiça, que não acolheu a alegação principal.
A trajetória de Sikêra Jr. inclui passagens por emissoras regionais e o programa Alerta Nacional, da RedeTV!. O apresentador ganhou notoriedade por posicionamentos controversos e, ao longo dos anos, recebeu críticas por declarações consideradas inadequadas.
Em relação ao contexto público, a CPI da Covid apontou que o governo repassou cachês a Sikêra em campanhas oficiais, entre 2021 e 2021, incluindo ações associadas ao tema cuidado precoce da Covid-19. Dados oficiais indicam pagamentos de milhares de reais ao apresentador.
Em janeiro de 2026, a Justiça Federal o condenou por discurso homotransfóbico com base em falas apresentadas em TV aberta em 2021. A pena prevista foi de três anos e meio de reclusão, substituída por prestação de serviços comunitários e doações a instituições LGBTQIA+.
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