- Abelardo de la Espriella venceu o primeiro turno com 43,7% dos votos (10,4 milhões), frente a 40,9% de Iván Cepeda.
- O mercado passou a precificar cerca de 80% de chance de vitória de De la Espriella no segundo turno, marcado para 21 de junho.
- Paloma Valencia declarou apoio a De la Espriella poucos horas após a divulgação dos resultados, posição compartilhada pelo ex-presidente Álvaro Uribe.
- A participação ficou em 57,9%; especialistas destacam a importância da transferência de votos de Valencia e a possível consolidação da direita.
- Os mercados reagiram positivamente: bolsa subiu cerca de 6,8%, o peso valorizou em torno de COP$130 por dólar e as taxas dos títulos públicos recuaram.
A votação no primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia provocou forte reação nos mercados. Abelardo de la Espriella, candidato de direita, recebeu 43,7% dos votos, equivalente a 10,4 milhões, contra 40,9% de Iván Cepeda, apoiado pelo governo. A apuração ocorreu na recente etapa eleitoral, elevando as expectativas de segundo turno.
Analistas internacionais se mostraram surpresos com o resultado, já que as pesquisas apontavam para Cepeda na liderança ou disputa mais equilibrada. Especialistas da Goldman Sachs destacaram que De la Espriella vinha ganhando fôlego desde abril, ainda que não superasse 36% no levantamento, o que tornou a vitória do primeiro turno uma surpresa positiva.
A reação dos mercados foi imediata: a probabilidade de De la Espriella vencer em 21 de junho atingiu cerca de 80%, a bolsa colombiana subiu quase 7%, o peso se valorizou e os títulos públicos recuaram. A leitura central envolve a distribuição de votos remanescentes e a transferência entre blocos políticos.
Valência, que apareceu com 6,9% dos votos, anunciou apoio a De la Espriella a poucos minutos da divulgação dos resultados, posição compartilhada por Álvaro Uribe e lideranças de seu espectro. Analistas veem a soma de votos de direita acima de 50%, o que reduz o risco de perda de apoio entre os eleitores conservadores.
Instituições como Bloomberg Economics, Natixis e Citi apresentam cenários semelhantes: a adesão de Valência favorece De la Espriella frente a Cepeda, com estimativas variando quanto à rapidez e à magnitude da transferência de votos. A mobilização e a participação elevada aparecem como chaves para o segundo turno.
Perspectivas de mercado
Operadores apontam que a participação de 57,9% amplia o peso de mobilização no resultado, segundo modelos de instituições financeiras. O Citi simulou cenários com diferentes níveis de participação e transferência de votos de Valência, mantendo De la Espriella em vantagem.
O Natixis ressaltou que o otimismo decorre da percepção de que De la Espriella tem uma agenda econômica pró-mercado. Pontos como ajuste fiscal, reforma institucional e abertura ao investimento em petróleo aparecem como pilares do programa.
Outras análises ressaltam cautela. Mesmo com o otimismo, o cenário não elimina riscos políticos e volatilidade no curto prazo. A SURA Investments lembra que a transição entre o atual governo e uma eventual nova administração pode gerar episódios de instabilidade nos próximos meses.
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