- Futuros dos EUA sobem, com o S&P 500 em alta de cerca de 0,2%, o petróleo Brent perto de US$ 108 por barril e o dólar enfraquecido; o rendimento de 10 anos fica próximo de 4,36%.
- A Axios informou que os aliados dos EUA buscam um acordo de cessar-fogo com o Irã, mas as chances de um acordo nas próximas 48 horas são consideradas baixas.
- O presidente Donald Trump voltou a ameaçar atacar a infraestrutura do Irã se não houver acordo, enquanto o Irã rejeita o ultimato para reabrir o Estreito de Ormuz.
- Analistas destacam que o mercado segue volátil, buscando qualquer sinal de redução do risco na guerra do Irã e impactos nos preços de energia.
- O ouro avançou cerca de 0,3%, a around US$ 4.689 a onça, em meio a alguma recuperação após quedas anteriores ligadas aos temores geopolíticos.
Os futuros de ações dos EUA operaram em alta nesta segunda-feira, com o petróleo em queda, enquanto investidores acompanharam sinais de possível cessar-fogo no Oriente Médio. O S&P 500 avançou 0,2% e o Brent rondou US$ 108 por barril. O dólar enfraqueceu e o rendimento de 10 anos ficou em cerca de 4,36%.
Mercados externos permaneciam fechados pela Páscoa, mas a atenção ganhou tração com relatos de tentativas de acordo entre EUA, Irã e mediadores regionais. A Axios citou fontes não identificadas indicando baixa probabilidade de acordo nas próximas 48 horas.
Trump endureceu o tom, prometendo ações contra infraestrutura de Irã caso não haja acordo. O Irã rejeitou o último ultimato para reabrir o Estreito de Ormuz, elevando a tensão na região sem sinal claro de resolução imediata.
Analistas destacaram que a combinação de coerção e negociação gera volatilidade e dificulta a leitura de cenários macro. A recuperação recente, contudo, é vista como tática, não sinal de melhora estrutural das perspectivas financeiras.
Oro e energia seguem sob foco: o ouro subiu 0,3%, para cerca de US$ 4.689 a onça, após quedas recentes. Observa-se que o ouro recuou cerca de 12% desde o início do conflito.
Perspectivas diplomáticas
Omã informou que discutiu com o Irã opções para manter o fluxo pela hidrovia do estreito, com propostas mútuas para estudo. Do entorno do Golfo, 16 navios cruzaram o estreito desde sábado, ainda abaixo do tráfego normal.
Navios-tanque que transportam gás natural liquefeito do Catar parecem seguir para o Estreito de Ormuz, sinalizando uma possível primeira exportação para além da região desde o início do conflito.
Produção e impactos regionais
Membros da OPEP+ preparam aumento simbólico de produção para maio, estimado em cerca de 206 mil barris por dia, em meio a restrições de oferta pela crise regional. A Índia, maior importadora de ureia, planeja comprar 2,5 milhões de toneladas, diante de interrupções na produção doméstica.
As bolsas asiáticas tendem a reagir rapidamente a sinais de que fluxos de petróleo podem não ser interrompidos, o que sustenta a recuperação de setores como semicondutores e cíclicos, segundo especialistas.
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