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São Paulo fica entre os 100 centros financeiros mais influentes do mundo

São Paulo fica em noventa e oitoº lugar no Global Financial Centres Index 39, entre as cem cidades financeiras mais influentes

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  • São Paulo ficou na 98ª posição entre os 120 centros financeiros avaliados no Global Financial Centres Index 39 (GFCI).
  • Santiago, no Chile, ficou em 91ª posição, com 658 pontos.
  • A América do Norte, a Ásia e a Europa lideram o ranking, com Nova York, Londres, Hong Kong, Cingapura e outros no top 10.
  • A região teve queda média de 2,5% na pontuação, sendo a maior queda entre as regiões analisadas; oito centros da América Latina caíram no ranking.
  • Além de SP e Santiago, outras cidades latino-americanas que aparecem entre os 100 incluem Rio de Janeiro (105º) e Cidade do México (106º).

SP está entre os 100 centros financeiros mais influentes do mundo, segundo o Global Financial Centres Index 39 (GFCI). O estudo avalia 120 centros globais e aponta São Paulo em 98º lugar e Santiago, no Chile, em 91º, entre as cidades latino-americanas.

A pesquisa é elaborada pela Z/Yen Partners e pelo China Development Institute. No recorte regional, a América Latina ficou com apenas duas cidades no top 100. A liderança na região ficou com Santiago e São Paulo, destacando-se pela previsibilidade regulatória, integração internacional e densidade de redes econômicas.

Segundo Renato Campos, CEO da Greyhound Trading, o posicionamento vem da capacidade de oferecer infraestrutura e talento ante cenários políticos adversos. A pontuação de Santiago atingiu 658, enquanto São Paulo teve 651 pontos.

Em termos regionais, o estudo mostra que a queda média na América Latina foi de 2,5%, a mais acentuada entre as áreas avaliadas. O ranking considerou 137 centros, com 120 no índice principal, com base em 34.468 avaliações de 5.218 entrevistados.

Maiores centros financeiros do mundo

Nova York lidera o ranking com 767 pontos, seguida por Londres (766) e Hong Kong (765). Em quarto fica Cingapura (764) e em quinto, São Francisco (744). O top 10 é preenchido por Shanghai, Dubai, Seul, Shenzhen e Tóquio.

Apesar da diversidade, os quatro primeiros mantêm grande distância em relação aos demais. Michael Mainelli, da Z/Yen, aponta que Dubai e Tóquio deslocaram Chicago e Los Angeles do top 10, intensificando a competição entre centros globais.

O relatório indica que China e EUA continuam fortes no financiamento e fintech, com cinco centros americanos e seis chineses entre os 20 primeiros. Hong Kong lidera entre centros de fintech, seguido por Shenzhen, Nova York, Cingapura e Londres.

Finanças na América Latina e panorama regional

Entre os países latino-americanos, além de Chile e México, o Brasil voltou a figurar entre os 100, com São Paulo em 98º e Rio de Janeiro fora do top 100, em 105º. A região também teve posições de menor expressão, como Bahamas, Barbados e Panamá em posições intermediárias.

O GFCI 39 utiliza 147 indicadores, combinando dados de organizações como Banco Mundial, OCDE e Nações Unidas com avaliações diretas coletadas por questionários. Nesta edição, pesquisas foram realizadas entre 34.468 respondentes.

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