- Bitcoin caiu para cerca de US$ 66.500, queda de quase 6% em poucas horas, após o discurso de 1º de abril de Trump sinalizar escalada militar contra o Irã.
- Os mercados acionários também recuaram: o S&P 500 fechou em baixa e o índice MSCI Asia-Pacífico caiu 1,7%.
- o Brent subiu mais de 5%, acima de US$ 106 por barril, com traders prevendo interrupção prolongada no estreito de Hormuz.
- a correlação de 30 dias entre Bitcoin e S&P 500 subiu para 0,75, sugerindo que o bitcoin está sendo visto como ativo de maior risco/volátil, não como proteção geopolítica.
- o nível de suporte-chave para o bitcoin é entre US$ 64.000 e US$ 65.000; se quebrar, pode haver queda rumo a US$ 60.000, enquanto superar US$ 68.000 e US$ 70.000 seria necessário para uma recuperação mais robusta.
Bitcoin caiu cerca de 6% em poucas horas, chegando a ~66.500 dólares, após o discurso de 1º de abril do presidente dos EUA sinalizar escalada militar contra o Irã. O tom elevou incerteza e derrubou ativos de risco.
O S&P 500 ficou no vermelho. O índice MSCI Asia Pacific recuou 1,7%. O Brent chegou a subir mais de 5% (>106 dólares o barril), com prêmio cambial em torno de interrupção no Estreito de Hormuz. O cenário macro contribuiu para o movimento.
As falas de Washington reduziram uma melhora que surgiu no começo da semana, quando havia indicação de possível encerramento do conflito sem reabertura do estreito. A mensagem de 1º de abril passou a sinalizar escalada, sem prazos para resolução.
Bitcoin permanece sob pressão, com o BTC apresentando correlação de 30 dias com o S&P 500 em 0,75, a mais alta em meses. Instituições tratam a criptomoeda como ativo de tecnologia de alto beta, não como hedge geopolítico. Narrativa de reserva de valor perde fôlego.
No curto prazo, a área entre 64 mil e 65 mil dólares é o piso relevante. Ruptura acima de 68 mil e 70 mil dólares é necessária para recuperação, segundo análises. Até lá, o ativo opera em modo de proteção contra novas quedas.
O tom geral de preço de BTC, que encerrou março com ganho de 2% após cinco quedas, continua abaixo de 126 mil dólares, pico de outubro. A demanda aparente era negativa em cerca de 63 mil BTC até o fim de março, segundo CryptoQuant.
Caroline Mauron, cofundadora da Orbit Markets, afirma que ações, commodities e criptomoedas seguem o ritmo das informações geopolíticas. Ela destaca que a sensibilidade da Bitcoin aos novos acontecimentos diminuiu, mas não impede quedas expressivas.
Também alimenta o cenário de risco a leitura de ouro — performance mensal mais fraca em 17 anos, com queda superior a 11% em março — e a busca por ações de dívida pública como refúgio. O rendimento de títulos de 10 anos dos EUA subiu com expectativas de inflação.
Até o vide de resolução do conflito, a volatilidade permanece. O ouro e as Treasuries absorvem parte do fluxo de proteção, enquanto o Bitcoin reage às oscilações de risco e ao exterior.
Fonte: CryptoNews
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