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ETFs de Bitcoin interrompem saída de quatro meses com US$ 1,32 bi em entradas

ETF de Bitcoin recebe US$ 1,32 bilhão em março, interrompendo quatro meses de saídas e sinalizando retomada da demanda institucional, ainda com saldo trimestral negativo

In March 2026, Bitcoin ETFs saw $1.32 billion inflows, signaling a strong return of institutional demand for Bitcoin.
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  • ETFs de Bitcoin nos EUA registraram ingresso de $1,32 bilhão em março de 2026, encerrando quatro meses de saídas e com o primeiro ganho mensal do ano.
  • ETFs de Ethereum tiveram saída de $46 milhões em março, estendendo a sequência de quebras para cinco meses; ETFs de XRP também terminaram no negativo.
  • Nos quatro meses anteriores, as saídas somaram aproximadamente $6,3 bilhões, com dezembro e janeiro contribuindo para o fraco humor do mercado.
  • Dados on‑chain mostraram que carteiras classificadas como baleias acumularam 30.000 BTC, absorbendo pressão vendedora e estabilizando o preço perto de $65 mil.
  • BlackRock Asset Management (IBIT) aportou $98,42 milhões em 31 de março, com impulso de $458 milhões em um único dia no mês; os ETFs de BTC chegaram a adicionar $117,63 milhões quando o BTC recuou para perto de $68 mil.

Bitcoin ETFs registraram fluxo de entrada de US$ 1,32 bilhão em março de 2026, encerrando quatro meses seguidos de saídas líquidas e registrando o primeiro ganho mensal do ano. A retomada indica demanda institucional voltada ao Bitcoin, e não ao complexo cripto como um todo.

Enquanto os ETFs de BTC tiveram alta expressiva, os de Ethereum fecharam março com saídas de US$ 46 milhões, ampliando para cinco meses consecutivos de fluxo negativo. ETFs de XRP também ficaram no campo negativo, sugerindo rotação de capitais que favorece o Bitcoin em relação às altcoins.

Antes disso, os últimos quatro meses foram difíceis. Saídas totalizaram cerca de US$ 6,3 bilhões entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, com US$ 3,5 bilhões apenas em novembro após a queda do Bitcoin de seu recorde de US$ 126 mil em outubro.

Em dezembro, houve US$ 1,1 bilhão em resgates; janeiro registrou US$ 1,6 bilhão; fevereiro somou mais US$ 206 milhões, antes da estabilidade de sentimento. Pressões macroeconômicas ajudaram a reduzir a inclinação de risco institucional.

O Bitcoin recuou mais de 50% desde o pico de outubro, encerrando o primeiro trimestre de 2026 em US$ 66.619, queda de 23,8% frente a 1º de janeiro. Mesmo com perdas, investidores com grandes fatias de BTC mantiveram custo médio próximo de US$ 84 mil, em comparação com o preço de mercado cerca de US$ 18 mil abaixo disso.

Apesar das perdas teóricas, acumulação por baleias mostrou sinal oposto. Dados on-chain indicaram que carteiras classificadas como baleias acumularam 30 mil BTC, cerca de US$ 2,1 bilhões, até março, absorvendo pressão de venda e mantendo o preço próximo de US$ 65 mil durante a volatilidade associada ao Irã.

O investimento institucional recebeu apoio de BlackRock, com o IBIT somando US$ 98,42 milhões em 31 de março, após um pico diário de US$ 458 milhões no mês. Em um momento, ETFs de spot de BTC nos EUA chegaram a somar US$ 117,63 milhões quando BTC voltou a zonas de US$ 68 mil.

Desempenho relativo e próximos passos

Embora os US$ 1,32 bilhão de março pareçam robustos, o total do trimestre permaneceu negativo, já que saídas anteriores de US$ 1,81 bilhão não foram totalmente compensadas. O mercado aponta demanda instável, com compras seguidas de resgates abruptos.

Caso as entradas se tornem estáveis e convicentes, com redução das tensões macro, o BTC pode ainda testar patamares próximos de US$ 74 mil e além, especialmente com abril historicamente favorável. No momento, a faixa de preço fica entre aproximadamente US$ 67 mil e US$ 74 mil.

De acordo com Nate Geraci, do ETF Institute, as saídas acumuladas desde o crash de outubro são estatisticamente pequenas frente aos US$ 56 bilhões de entradas líquidas desde o lançamento, em janeiro de 2024. A tese de “diamonds hands” permanece, desde que novas entradas entrem com convicção.

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