- O discurso de Trump, com pouco conteúdo sobre fim das hostilidades, gerou frustração de investidores, queda de bolsas e alta do petróleo.
- O petróleo Brent subiu cerca de 7,5%, acima de US$ 108 por barril, com o mercado esperando um prolongamento do conflito.
- Os mercados globais reagiram com queda de futuros de ações e valorização do dólar, diante da incerteza sobre o Estreito de Ormuz.
- O Irã disse que responderá com ataques devastadores e pediu cessar-fogo garantido para interromper os ataques.
- Órgãos internacionais alertaram para impactos globais da guerra e anunciaram coordenação de respostas, incluindo apoio financeiro aos países mais afetados.
O discurso de Donald Trump na noite de quarta-feira não trouxe um cronograma claro para o fim dos conflitos com o Irã, o que provocou reação imediata nos mercados globais. O petróleo subiu, as bolsas recuaram e o dólar ganhou força após o pronunciamento de 19 minutos.
Investidores esperavam sinais objetivos sobre o encerramento das operações militares e sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, rota-chave para o comércio mundial de petróleo. A ausência de datas ou planos concretos ampliou a percepção de incerteza.
O Brent chegou a subir cerca de 7,5% na manhã desta quinta, acima de US$ 108 por barril, em meio a temores de prolongamento do conflito, que já dura cinco semanas. O mercado também avaliou impactos econômicos globais diante da escalada.
Do lado iraniano, as forças armadas reiteraram postura de retaliação, prometendo ataques mais devastadores. O porta-voz afirmou que o conflito só terminará com o arrependimento dos oponentes, mantendo o tom de hostilidade.
Analistas citam efeitos adicionais: pressão sobre preços de energia e problemas econômicos em várias regiões. O chanceler italiano alertou para aumento de fluxos migratórios caso a violência se estenda, ampliando riscos humanitários.
Informações de terça-feira indicam que entidades como FMI, Banco Mundial e Agência Internacional de Energia veem impactos globais substanciais, com possível coordenação de respostas financeiras aos países mais afetados.
Perspectivas
Os mercados reagiram de forma ampla: futuros americanos e europeus mostraram quedas, enquanto índices da Ásia encerraram em território negativo. A desvalorização do dólar diante de várias moedas também foi observada, aumentando a volatilidade.
Indicadores
Brasil: IPC-Fipe de março ficou em 0,59%. Produção Industrial de fevereiro chegou a 0,7% e 12 meses caiu 1,0%.
Estados Unidos: Pedidos iniciais por seguro-desemprego ficaram em 212 mil. Balança comercial de fevereiro registrou déficit de US$ 60,5 bilhões. Exportações e importações tiveram valores não especificados neste relatório.
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