- Riscos de dívida do governo britânico ultrapassaram 5% com o mercado de títulos global em venda, impulsionado pela guerra no Irã.
- O rendimento de 10 anos do Reino Unido atingiu 5,081%, maior desde a crise financeira de 2008.
- Custos de empréstimos também subiram para os EUA e para a zona do euro, refletindo turbulência global.
- Mercados globais recuaram e o preço do Brent ficou acima de 110 dólares por barril.
- Economistas alertam que a inflação e os preços de energia podem pressionar ainda mais a trajetória de juros no Reino Unido, aumentando a pressão sobre o Tesouro e o Banco da Inglaterra.
Os custos de empréstimo do governo britânico subiram acima de 5% nesta semana, em meio a uma retirada maciça de títulos global impulsionada pelo conflito no Irã. O rendimento de 10 anos atingiu 5,081%, o maior nível desde a crise financeira de 2008. Investidores esperam novas altas de juros.
Amanhã, os mercados também registraram queda na unsanos de títulos de EUA e da zona do euro, acentuando a turbulência no sistema financeiro global. O Brent chegou a ficar acima de 110 dólares o barril, sinalizando pressão inflacionária ligada aos preços de energia.
Segundo especialistas, o agravamento do conflito no Oriente Médio eleva o risco de choque de inflação e de interrupções no suministro global. Economistas apontam que o Reino Unido pode enfrentar impactos maiores pela dependência de comércio global e pela sensibilidade a custos de energia.
Mercado e política monetária
Analistas de mesa avaliam que o Banco da Inglaterra pode precisar adotar um aperto mais agressivo que outras grandes economias para conter a inflação. A expectativa de até três aumentos de juros em 2026 pressiona os rendimentos dos títulos britânicos.
A trajetória de política monetária também afeta o déficit público. O chanceler Rachel Reeves enfrenta pressão de partidos para oferecer auxílio às famílias em meio ao custo de vida elevado. O debate ocorre em um contexto de credibilidade questionada pela atuação da autoridade monetária.
Comentário de especialistas
Ex-funcionários e economistas destacam que o comportamento recente reforça a prudência na condução da política. Uma parte do mercado defende vigiar de perto sinais de inflação sem desestabilizar o PIB, diante de choques externos e de um mercado de trabalho mais fraco.
Relatórios indicam que a percepção de atraso na resposta a 2022-23 pode manter a credibilidade sob escrutínio. A atuação do MPC, segundo alguns, deve permanecer vigilante para sustentar a confiança na política.
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