- O Ibovespa caiu 1,45% nesta quinta-feira, 26, fechando aos 182.733 pontos, em sessão de alta volatilidade.
- O dólar subiu 0,69% frente ao real, encerrando a sessão em R$ 5,26.
- O movimento foi puxado pela incerteza sobre a disposição do Irã em negociar um cessar-fogo no Oriente Médio, com impactos sobre o petróleo.
- O Brent chegou a superar os US$ 107 o barril, em meio a temores de inflação e repique de juros globais.
- A agenda incluiu a extensão do prazo de negociação entre Donald Trump e o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, de 28 de março para 6 de abril, após sinalizações conflitantes.
O Ibovespa caiu 1,45% nesta quinta-feira (26), encerrando aos 182.733 pontos. O movimento refletiu a incerteza sobre um possível cessar-fogo no Oriente Médio, que também elevou o preço do petróleo.
O dólar fechou em alta de 0,69%, cotado a 5,26 reais, acompanhando a tendência global. Os ativos sob pressão foram puxados pela leitura de risco político no Irã e pela possibilidade de escalada no conflito regional.
A política externa dos EUA manteve o foco nos desdobramentos. Trump estendeu o prazo para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz de 28 de março para 6 de abril, mencionando avanços nas negociações, sem confirmar um acordo definitivo.
Analistas destacam que a alta do petróleo pressiona a inflação e as taxas de juros, pesando sobre as ações de crescimento. Mesmo assim, o Brent já subiu quase 5% em razão da incerteza sobre o cessar-fogo.
Segundo o estrategista Wolf von Rotberg, do Bank J Safra Sarasin, a possibilidade de acordo traria alívio aos mercados. O Irã, porém, tem mantido posição de rejeitar negociações até o momento.
Outro espectro do cenário é a percepção de que o tempo joga a favor de Teerã, à medida que bloqueia o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo. Isso sustenta a volatilidade.
As quedas em bolsa e a volatilidade do câmbio seguem o pano de fundo do confronto regional e das perspectivas de política externa. Movimentos recentes de Trump alimentaram a atratividade de ativos seguros.
Fonte: Bloomberg Línea.
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