- Morgan Stanley projeta alta de 20% nos lucros do S&P 500 em 12 meses, mesmo com a guerra no Oriente Médio e alta do petróleo.
- A previsão é apoiada por dados da Bloomberg Intelligence, que mostram lucro do índice avançando 11,9% nos três meses até março, ante 10,9% antes da guerra no Irã.
- Analistas destacam que o ambiente ainda favorável para lucros ocorre apesar de riscos geopolíticos, interrupções de IA e condições de crédito.
- O risco de petróleo a US$ 110 por barril pode reduzir as estimativas de lucro das empresas do S&P 500 em até 5 pontos percentuais.
- A temporada de resultados do primeiro trimestre será o principal teste para confirmar o otimismo dos analistas.
Morgan Stanley projeta alta de 20% nos lucros do S&P 500 em 12 meses, mesmo com a escalada do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo. Analistas destacam que o cenário corporativo dos EUA permanece robusto.
Os estrategistas revisaram para cima as estimativas de lucro das empresas do índice, apontando para ganhos sustentados apesar de tensões geopolíticas e possível impacto na demanda. As revisões ocorrem conforme a conjuntura muda.
A projeção de 20% de crescimento de lucro vem de dados compilados pelo Morgan Stanley e é acompanhada de cautela sobre o efeito de tarifas e inflação. O relatório foi divulgado a clientes em 23 de março.
Mike Wilson, diretor de investimentos e estrategista-chefe de ações dos EUA, afirma que a probabilidade de o pico de preço do petróleo encerrar o ciclo de negócios segue baixa. A leitura sustenta o otimismo com lucros.
A visão de lucros fortes explica a resiliência do S&P 500 diante das oscilações geopolíticas. Mesmo com volatilidade, a premissa é de que lucro corporativo continua a sustentar o mercado.
Para o período de três meses até março, a Bloomberg Intelligence aponta alta de 11,9% nos lucros do S&P 500, ante 10,9% estimado antes da intensificação do conflito no Irã. As projeções de lucro e de vendas subiram, em parte pela dissipação de tarifas.
Analistas de Wall Street destacam que ganhos acima do esperado dos lucros ajudam a sustentar as ações dos EUA, diante do risco geopolítico, do aperto de crédito privado e da evolução da IA.
Risco e cenário futuro
Especialistas apontam que, se o petróleo ficar em torno de 110 dólares por barril até o fim do ano, as estimativas de lucro do S&P 500 podem recuar até 5 pontos percentuais, conforme o JPMorgan Chase.
A temporada de resultados do primeiro trimestre será o principal teste para o otimismo atual, com os bancos listados entre os primeiros a divulgar seus balanços. O momento pode confirmar ou reduzir o ritmo da alta.
O efeito dos custos de energia permanece incerto. Caso persista, consumidores podem reduzir gastos, pressionando margens e lucros das empresas, segundo analistas.
Garrett Melson, da Natixis Investment Managers Solutions, lembra que revisões de lucro costumam atrasar em períodos de choque e incerteza, o que pode influenciar as projeções futuras.
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