- O Ibovespa fechou em queda de 0,43%, aos 179.640 pontos, acompanhando o humor negativo no exterior após o discurso de Powell sobre inflação.
- O dólar terminou em R$ 5,25, alta de 1,14%.
- Vale caiu 2,31%, sendo a maior influência negativa; bancos também recuaram (ITUB4, BPAC11, BBDC4, BBAS3 e SANB11).
- Eneva avançou 15,12% em meio a leilão de reserva de capacidade de energia; Petrobras e Prio também registraram alta.
- Copom era esperado para decidir corte da taxa, enquanto o leilão de energia teve 100 vencedores, com capacidade contratada de 18.997 MW e investimento total de R$ 64,5 bilhões.
O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira (18), acompanhado do ambiente externo negativo após as falas do presidente do Fed, Jerome Powell, sobre pressões inflacionárias decorrentes de custos de energia. O recuo ocorreu mesmo com a manutenção de projeções de cortes de juros para 2026 e 2027, segundo a imprensa financeira.
A piora do humor global contribuiu para a queda do principal índice da B3, que recuou 0,43%, terminando aos 179.640 pontos. O dólar encerrou em alta de 1,14%, cotado a R$ 5,25. Investidores aguardavam o ajuste da política monetária brasileira pelo Copom.
Entre as ações, a Vale (VALE3) teve o maior peso negativo, com queda de 2,31%. Bancos de nosso mercado também registraram baixas: Itaú Unibanco (ITUB4), BTG Pactual (BPAC11), Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander Brasil (SANB11) ficaram no vermelho.
Movimentos do Ibovespa e câmbio
No setor de energia, Eneva (ENEV3) disparou 15,12% após um leilão de reserva de capacidade de energia, ocorrido nesta quarta-feira. Segundo a Bloomberg News, o certame teve 100 vencedores, incluindo usinas da Eneva, Petrobras e Suzano, com capacidade contratada de 18.997 MW e preço médio de R$ 2,33 milhões por MW/ano.
As ações de petroleiras acompanharam a alta do petróleo. Petrobras (PETR4) subiu 1,51% e a Petrobras ON (PETR3) avançou 1,91%. Prio (PRIO3) teve ganho de 5,28%, ajudando a amortecer a queda do Ibovespa no dia.
Desdobramentos e contexto
Analistas destacam que o movimento acompanha o tom externo, marcado pela sinalização de Powell sobre inflação ligada a energia, o que alimenta incertezas sobre a trajetória dos juros nos EUA. No Brasil, a expectativa pela decisão do Copom manteve o foco dos investidores, com eventual corte de juros ainda diante de incertezas fiscais e de crescimento.
Com esse cenário, o mercado brasileiro manteve a tendência de correção diante de receios globais, enquanto a força de setores como petróleo e energia renovou o impulso de determinadas ações. Acompanhe os próximos dias para novos dados de política monetária e resultados corporativos.
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