- Cinco bancos regionais dos EUA anunciaram o Cari Network, uma rede de pagamentos baseada em blockchain construída sobre ZKsync/Prividium para liquidação instantânea de depósitos tokenizados sem sair do perímetro regulado.
- O consórcio é formado por Huntington Bancshares, First Horizon, M&T Bank, KeyCorp e Old National Bancorp, representando uma reestruturação fundamental da liquidação entre regionais.
- Depósitos tokenizados representam dinheiro no balanço do banco, com liquidação rápida por provas de conhecimento zero, mantendo seguro e regulamentação.
- O movimento busca enfrentar a perda da camada de liquidação, em meio a um mercado de stablecoins avaliado em cerca de US$ eight trilhões, contornando entraves regulatórios com infraestrutura existente.
- Cenário positivo: convenção de liquidez entre bancos gera migração de clientes para depósitos tokenizados; cenário negativo: rede isolada e sem interoperabilidade, com preferência por stablecoins públicas.
Cinco grandes bancos regionais dos EUA anunciaram hoje o lançamento de uma rede de pagamentos baseada em blockchain, o Cari Network. Construída sobre o ZKsync, a iniciativa permite liquidação instantânea de depósitos tokenizados sem que recursos deixem o perímetro assegurado do banco. A ideia é recuperar a camada de liquidação para o setor financeiro tradicional, disputando o espaço com emissoores não bancários como Tether e Circle.
O Cari Network não é apenas uma parceria; trata-se de uma reestruturação da forma como os bancos regionais realizam liquidações. Participam Huntington Bancshares, First Horizon, M&T Bank, KeyCorp e Old National Bancorp. A infraestrutura aproveita o Prividium, blockchain privado da Matter Labs, desenvolvedora do ZKsync, para operações sob prova de conhecimento zero.
Sob a liderança de Alex Gluchowski, CEO da Matter Labs, a iniciativa busca substituir sistemas de liquidação atuais por uma rede programável compartilhada. Depósitos tokenizados representam valores digitais mantidos no balanço do banco e movimentam-se rapidamente por meio de provas criptográficas, mantendo-se assegurados e regulados.
Segundo os bancos, o objetivo é acompanhar a liquidez 24/7 oferecida por players cripto nativos, característica ausente nas transferências tradicionais. A proposta de Cari é manter a segurança regulatória, enquanto acelera liquidações sem gerenciar reservas de stablecoins.
Especialistas citados indicam que o movimento ocorre em meio a dúvidas regulatórias sobre o tema. A atividade se insere em um cenário em que instituições buscam infraestrutura estável para suportar serviços de pagamento digitais com maior velocidade.
Analistas destacam que o mercado de stablecoins envolve cerca de 8 trilhões de dólares e é o foco de concorrência entre emissores privados e o setor bancário. A implantação completa está prevista para 2026, com a expectativa de avaliar a preferência de clientes institucionais entre tokens regulamentados por bancos e stablecoins públicas.
Desdobramentos e perspectivas
O desempenho da Cari Network dependerá de como o setor regulatório evolui e da interoperabilidade com sistemas existentes. Caso haja adoção, clientes corporativos podem migrar para depósitos tokenizados para reduzir riscos de contraparte, fortalecendo a liquidez interna dos bancos. Caso contrário, a rede pode enfrentar limitações de conectividade com o mercado global. A evolução do marco regulatório será determinante para o futuro da iniciativa.
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