- O preço do petróleo subiu, com referência Brent acima de US$ 85 por barril, após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, elevando o medo de fechamento do estreito de Hormuz.
- Mercados asiáticos foram fortemente impactados, com a bolsa sul-coreana registrando queda de 13% em uma sessão e a australiana recuando 3,8% na semana; na Wall Street, o S&P 500 caiu menos de 1% até o fechamento de sexta-feira.
- Economistas alertam que, embora haja expectativa de uma rápida reversão, a guerra pode se tornar prolongada e difícil de encerrar, o que preocupa os mercados.
- Autoridades estudam usar reservas estratégicas de petróleo para reduzir pressão sobre os preços; o dólar australiano manteve-se acima de 70 centavos de dólar americano.
- A inflação pode ser pressionada para cima; projeções indicam pico em cerca de 4,75% até junho, com possibilidade de atingir acima de 5% se o petróleo se mantiver perto de US$ 100 o barril.
O conflito entre os Estados Unidos e Israel com o Irã ocorreu há uma semana, após ataques com mísseis que podem sinalizar o início de um conflito prolongado. A resposta militar envolve EUA, Israel e Irã, com impactos econômicos globais já visíveis.
A ofensiva elevou o preço do petróleo, que subiu cerca de 17% desde o começo dos hostilidades, para acima de US$ 85 o barril. A possibilidade de fechamento do estreito de Hormuz aumenta a incerteza do mercado.
Mercados asiáticos registraram quedas expressivas, com perdas fortes em bolsas dependentes de energia. Na Coreia do Sul, houve um único pregão com queda histórica de 13%. Wall Street, por sua vez, teve desvalorização menor, próxima de 1%.
Especialistas alertam que o mercado pode ter ficado complacente diante de repetidas oscilações políticas. O temor é de que a guerra evolua para um conflito mais longo, mudando o humor dos investidores.
Para evitar pressões adicionais sobre os preços, o governo dos EUA avaliou o uso de reservas estratégicas de petróleo. Economistas destacam o papel do petróleo na volatilidade das expectativas de inflação.
O impacto sobre a inflação é uma preocupação central. Economistas estimam alta pontual da inflação na casa de 4,75% até junho, caso o Brent permaneça em patamar elevado. Uma subida mais acentuada pode pressionar juros.
A resposta de bancos centrais pode depender da duração do choque. Banqueiros observam que, se os preços do petróleo se mantiverem altos por mais tempo, a inflação pode permanecer elevada.
Para investidores, o cenário é de incerteza sobre o quanto a crise pode se estender. O tom atual sugere que o mercado não antecipa um conflito de meses, mas não descarta impactos significativos.
Analistas destacam que a extensão da guerra dependerá de fatores estratégicos e diplomáticos, cuja evolução ainda não está clara. O mercado continua olhando para sinais de desescalada ou escalada.
Entretanto, a percepção de risco global permanece ligada à trajetória do petróleo e às decisões de política econômica em várias regiões, incluindo a Austrália, cujo câmbio tem se mantido mais estável até o momento.
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