- Os custos médios de energia podem aumentar £160 por ano a partir deste verão, com a conta típica de gás e eletricidade chegando a £1.800 por ano na Grã-Bretanha.
- A alta ocorre após a guerra no Irã ter levado o mercado de gás do país a um recorde de três anos.
- Ofgem fixou o teto de preços para o período de abril a julho em £1.641 por ano, reduzindo £117 em relação ao trimestre anterior.
- O regulator diz que ainda não é possível prever exatamente o quanto as faturas vão subir, pois depende de quanto tempo os preços de atacado permanecerem elevados.
- Especialistas destacam a dependência do gás para geração de energia e a limitada capacidade de armazenamento no Reino Unido como fatores de vulnerabilidade.
O custo médio das contas de energia no Reino Unido pode subir cerca de £160 por ano já neste verão, elevando a fatura típica de gás e eletricidade para cerca de £1.800 anuais naquele país. A previsão é baseada numa análise da consultoria energética Cornwall Insight.
Segundo o estudo, a mensagem vem de um aumento de 10% nos custos domésticos, impulsionado pela escalada recente no preço do gás no mercado britânico, após o ataque entre EUA e Israel que impactou o Irã. Teerã também interrompeu parte dos embarques de petróleo e gás pelo estreito de Hormuz, agravando a pressão.
A Ofgem, reguladora do setor, ajustou os preços para o período de abril a julho em £1.641 por ano, beneficiando milhões de famílias com uma redução de £117 em relação ao pico de janeiro a março, embora ainda abaixo da promessa de £150 anunciada no orçamento anterior.
Perspectivas e fatores de risco
O regulador deverá recalcular os custos para o próximo trimestre, considerando a alta recente dos preços de mercado. Enquanto isso, motoristas já sentem alta de cerca de 2,5p por litro na gasolina desde o fim de semana, com o diesel acima de 3p, refletindo o repique do custo global do petróleo acima de US$ 81 por barril.
Especialistas destacam a dependência do gás para geração de energia no Reino Unido e a capacidade de armazenamento limitada como razões para a volatilidade. Analistas ressaltam que, sem maior armazenamento, a pressão de preço tende a se manter diante de interrupções no fornecimento.
Segundo o chefe de análises de gás da ICIS, a ausência de grandes reservas de gás na Inglaterra aumenta a vulnerabilidade a choques, em contraste com a Europa continental que dispõe de estoques maiores. A conclusão comum é de que a diversificação de fontes e maior geração doméstica são caminhos para mitigar impactos futuros.
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