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A Guerra dos EUA contra o Irã abala os mercados de energia

Preço do petróleo sobe entre sete e nove por cento, diante da escalada que amplia riscos no Estreito de Hormuz e afeta gás e fretes globais

QatarEnergy’s operating facilities in Ras Laffan.
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  • O preço do petróleo subiu entre sete e nove por cento na segunda/terceira semana do conflito, após o Irã ampliar ataques a instalações de energia na região.
  • O estreito de Hormuz quase parou, com tráfego de navios quase interrompido e ameaças iranianas de fechar a passagem.
  • Irã atacou infraestruturas de energia em países vizinhos, incluindo uma grande refinaria e terminal de exportação na Arábia Saudita e uma instalação de gás natural no Qatar.
  • O comércio marítimo sofre com prêmios de seguro de navio em alta e com interrupções na produção e escoamento de LNG no Qatar.
  • Em resposta, a pressão sobre o petróleo se espalha para a Europa, com os preços do gás natural também em alta, enquanto a região vive uma escalada regional.

O conflito entre os Estados Unidos e o Irã intensificou tensões no Golfo e no Oriente Médio, com impactos visíveis nos mercados de energia. Na segunda-feira, terceiro dia de hostilidades, o petróleo registrou uma alta acentuada, entre 7% e 9% nos preços de referência, conforme o mercado reagia à escalada regional.

Teerã ampliou a ofensiva, mirando infraestrutura energética em diversos países da região. A ameaça de fechamento do Estreito de Hormuz já se materializou, com o trânsito de navios praticamente paralisado e a recusa de seguradoras de navegação a cobrir o risco de guerra, elevando a incerteza logística.

O estreito, que conecta o Golfo Pérsico aos mercados globais, sustenta uma parte significativa das exportações de petróleo e gás do mundo. Além disso, ataques iranianos atingiram instalações na Arábia Saudita e no Catar, provocando interrupções pontuais na produção de gás natural liquefeito (GNL) no Qatar.

O petróleo também foi afetado por fatores adicionais de risco. Pela primeira vez em anos, o mercado acompanha o efeito de uma guerra regional ampliar o custo do seguro de navios e dificultar a navegação em águas estratégicas, elevando o custo logístico para exportadores.

No front financeiro, o petróleo chegou a ultrapassar períodos de volatilidade histórica, com operadores observando que a oferta global segue relativamente bem posicionada, ainda que com interrupções pontuais em várias bases produtivas. Analistas destacam que a situação pode evoluir rapidamente.

Paralelamente, o gás natural registrou quedas de produção em alguns pontos regionais, pressionando preços na Europa em cerca de 33%. O impacto deriva do papel do Hormuz como rota de LNG para Europa e Ásia, além de interrupções em instalações de produção no Qatar, segundo relatos de mercado.

Ao redor do mundo, diferentes países ajustam respostas estratégicas. A França deslocou parte de sua frota para o Mediterrâneo Oriental para assegurar interesses regionais, enquanto autoridades do UKMTO monitoram incidentes com navios no Golfo e em áreas adjacentes. A situação permanece em evolução.

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