- Kalshi informou as primeiras multas por operação de insider trading: US$ 20 mil a um editor associado ao MrBeast e mais de US$ 2 mil a um candidato à governança da Califórnia, além de banimento de cinco anos para o político.
- O editor Artem Kaptur foi suspenso da plataforma por dois anos após supostamente negociar cerca de US$ 4 mil em mercados de transmissão no YouTube, com acesso a informações não públicas.
- O político Kyle Langford, da Califórnia, está sujeito à multa e a banimento de cinco anos por violar a regra contra negociações envolvendo eventos que ele direto ou indiretamente influencia.
- A Kalshi afirmou ter registrado as investigações à Comissão de Futérios de Commodities (CFTC) e que os casos não envolveram retirada de lucros pelos foragidos.
- A empresa aponta que já abriu mais de duzentas investigações no último ano, com mais de uma dúzia de casos ativos; a divulgação marca o primeiro conjunto de sanções por insider trading na plataforma.
Kalshi informou suas primeiras punições por insider trading, aplicadas a dois casos envolvendo participantes do seu mercado de previsão. A plataforma divulgou as medidas na quarta-feira, após reportagens anteriores do Wall Street Journal sobre o tema.
A empresa aplicou uma multa de 20 mil dólares a um editor de MrBeast, Artem Kaptur, por operar em mercados de previsão com informações não públicas consideradas material trade. A Kalshi também suspendeu o editor por dois anos.
Além disso, um candidato ao governo da Califórnia, Kyle Langford, recebeu multa superior a 2 mil dólares e múltiplas sanções, incluindo uma proibição de cinco anos de uso da plataforma, sob a alegação de violar regras que proíbem negociações relacionadas a eventos que o usuário influencia direta ou indiretamente.
Na nota publicada pela Kalshi, a empresa afirma que o sistema de monitoramento identificou padrões de sucesso incomuns em operações com odds baixos, sugerindo acesso a informações relevantes não disponíveis publicamente. A companhia realizou a investigação interna correspondente.
A Kalshi informou ainda que Langford e Kaptur não retiraram lucros obtidos com as transações e que as situações foram encaminhadas à Commodity Futures Trading Commission. A empresa aponta ter aberto mais de 200 investigações no último ano, com mais de uma dúzia de casos ativos.
A divulgação destaca o caráter pioneiro das sanções no âmbito de mercados de previsão, cuja popularidade vem crescendo. Não foram registradas condenações criminais, apenas disciplina administrativa pela Kalshi. As ações reforçam o escrutínio regulatório sobre operações de previsão.
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