- Cogna Educação chegou a ser meme stock durante a pandemia, mas hoje é alvo de confiança de gestores de fundos.
- Em 2025, a ação já subiu cerca de 13% e, no ano anterior, acumulou alta superior a 200%, o maior ganho do Ibovespa.
- Gestoras locais, como Inter Asset e XP Asset Management, vêm aumentando posições na Cogna, impulsionadas pela recuperação financeira e pela volta de lucratividade.
- A empresa pagou seu primeiro dividendo desde 2019 em 2025, após reorganização, redução de endividamento e foco em operações.
- O foco agora é divulgar os resultados do quarto trimestre em março; avaliações de Casa de Análise variam com recomendações que vão de neutra a compra.
A Cogna Educação chegou a ser chamada de meme stock durante a pandemia. Investidores compraram ações com fins lucrativos, impulsionando um rali abrupto. Com o tempo, o movimento perdeu fôlego e as cotações recuaram, gerando perdas para muitos participantes.
Hoje, a trajetória parece ser guiada por gestores de fundos. O papel registrou alta acima de 200% em 2025, impulsionada pela recuperação de resultados operacionais e financeiros. Em 2025, a Cogna já distribuiu o primeiro dividendo desde 2019.
A ação subiu cerca de 13% neste ano, mesmo com recuos recentes. Gestoras locais, como Inter Asset e XP Asset Management, aumentaram posições na empresa. A tese aponta melhoria de caixa, redução de endividamento e reorganização de operações como pilares da retomada.
Perspectiva de valuação e demanda de crédito
O desempenho recente é visto por alguns players como reflexo da reestruturação da Cogna, que atua em ensino superior e educação básica, com mais de 1,2 milhão de alunos. O investimento em tecnologia e foco em lucratividade aparecem como pontos centrais.
Brasileira, com sede em São Paulo, a Cogna iniciou como prestadora de cursos pré-vestibulares e se expandiu para graduação, educação básica e áreas de ensino. A empresa abriu capital em 2007, ainda sob o nome Kroton Educacional.
Desempenho financeiro e expectativa de resultados
As dificuldades da sequência histórica estiveram relacionadas a ajustes no Fies e a mudanças governamentais no acesso a crédito estudantil. A recuperação ganhou impulso a partir de 2019, com reestruturação e estratégia de cinco anos.
A pandemia interrompeu a arrancada, mas houve sinais de melhoria em 2020 e, de forma mais consistente, a partir de 2024 com fechamento de campi, renegociação de contratos e redução da alavancagem. A gestão destaca visibilidade de fluxo de caixa para os próximos dois anos.
Alguns analistas mantêm visões distintas: bancos como Bradesco BBI reduziram a recomendação, enquanto Jefferies e UBS sinalizam melhor momento. O JPMorgan elevou a Cogna a overweight, e o Itaú BBA aponta cenário sólido para margens e geração de caixa.
Expectativa para o próximo trimestre
O foco da Cogna fica para março, quando serão divulgados os resultados do quarto trimestre. O mercado acompanha a evolução de matrículas, margens e alavancagem, bem como a capacidade de manter a disciplina de custos.
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