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Agibank estreia na NYSE após IPO brasileiro pela primeira vez desde Nubank

Agibank estreia na NYSE, avaliado em US$ 1,76 bilhão, após IPO abaixo do esperado; ações recuam até 10%

Bandeira com o logo do Agibank na fachada da NYSE, a Bolsa de Nova York, em Wall Street, Nova York, na estreia em 11 de fevereiro de 2026 (Foto: Reprodução)
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  • O Agibank estreou na NYSE com IPO, levantando US$ 240 milhões e avaliando a empresa em US$ 1,76 bilhão.
  • A oferta de 20 milhões de ações teve faixa de preço reduzida de US$ 15–US$ 18 para US$ 12–US$ 13.
  • As ações abriram a US$ 11 e operavam a cerca de US$ 10,78 às 14h05 em Nova York, queda superior a 10% frente ao preço de referência de US$ 12.
  • O banco digital tinha quase 6,4 milhões de clientes ativos em 30 de setembro de 2025; lucro líquido de R$ 1,1 bilhão nos 12 meses encerrados em setembro, com ROAE de 40,9%.
  • Cerca de investidores-chave permanecem como Lumina Capital Management (R$ 400 milhões) e Vinci Compass (R$ 420 milhões em 2020); o IPO ocorreu em um momento de mercado menos favorável, em comparação ao desempenho recente do PicPay.

O Agibank estreou na NYSE, em Nova York, com um IPO que levantou US$ 240 milhões, menor que o tamanho originalmente previsto. A fintech brasileira, fundada e controlada por Marciano Testa, atingiu um valor de mercado de US$ 1,76 bilhão com ações em circulação listadas.

As ações do banco digital abriram a US$ 11 e operavam próximas de US$ 10,78 às 14h05 no horário de Nova York, registrando queda superior a 10% em relação ao preço de abertura de US$ 12. A oferta, de 20 milhões de ações, foi anunciada em faixa de US$ 12 a US$ 13, abaixo da faixa inicial de US$ 15 a US$ 18.

O IPO ocorreu em um ambiente de mercado menos favorável para emissões, o que impactou também o desempenho de outras fintechs listadas no exterior. O PicoPay, por exemplo, já teve queda de cerca de 20% desde seu IPO na Nasdaq, reforçando o desafio de captar capital neste momento.

Desempenho e dados operacionais

O Agibank contava com quase 6,4 milhões de clientes ativos até 30 de setembro de 2025, segundo documentos regulatórios. A última rodada de valorização ocorreu em dezembro de 2024, quando recebeu aporte de R$ 400 milhões da Lumina Capital Management, e teve também aportes relevantes de Vinci Compass, com R$ 420 milhões em 2020.

A empresa reportou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão nos 12 meses encerrados em setembro, com ROAE de 40,9%. Entre os principais ativos, destaca-se o crédito consignado público, voltado principalmente a aposentados com benefício do INSS. O IPO revisado manteve oferta revisada e subscrição acima da demanda, ainda que a preços menores.

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