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Ação da Eneva cai após teto de leilão de capacidade ficar abaixo do previsto

Aneel fixa teto de preços para leilões de reserva de capacidade bem abaixo do esperado, pressionando as ações da Eneva e potencialmente atrasando novos empreendimentos

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
As ações da Eneva desabaram mais de 20%
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  • A Eneva caiu mais de vinte por cento após a Aneel divulgar preços teto para leilões de reserva de capacidade, bem abaixo do esperado.
  • Preços teto anunciados: R$ 1,12 milhão/MW/ano para usinas existentes, R$ 1,6 milhão/MW/ano para novos empreendimentos e R$ 1,4 milhão/MW/ano para expansão de hidrelétricas; valores abaixo do mínimo de R$ 3,1 milhões/MW/ano estimado pelo Citi.
  • Por volta das onze horas e dez minutos, as ações recuaram cerca de dezessete por cento, a R$ 18,10; na mínima, chegaram a R$ 17,70 (queda de quase dezenove por cento). Às duas da tarde, houve recuperação para cerca de R$ 19.
  • Analistas do UBS BB projetaram que os números equivalem a 182 dollars por megawatt-hora (MWh) para novos empreendimentos termelétricos e 128 dollars por MWh para usinas existentes, bem abaixo das estimativas do banco e do consenso; avaliação foi de impacto negativo para a Eneva.
  • O governo organizará dois grandes leilões em março para contratar mais potência de usinas termelétricas e hidrelétricas, buscando reduzir riscos de suprimento; Eneva, Petrobras e outras expectativas de participação estão no radar.

As ações da Eneva caíram quase 20% nesta terça-feira, 10, após a Aneel anunciar preços teto para leilões de reserva de capacidade muito abaixo do esperado. O anúncio indica o valor máximo que o governo pretende pagar por usinas disponíveis para gerar energia quando o sistema exigir.

Às 11h10, os papéis recuavam 17,5%, a R$ 18,10, enquanto o Ibovespa caía 0,27%. Na mínima, as ações chegaram a R$ 17,70, queda de 19,3%. Às 14h, houve recuperação: o recuo ficou em 14% e as ações eram negociadas a R$ 19.

A Aneel divulgou preços teto: 1,12 milhão/MW/ano para usinas termelétricas existentes, 1,6 milhão/MW/ano para novos empreendimentos e 1,4 milhão/MW/ano para expansão de hidrelétricas. Os valores ficam abaixo do mínimo visto como necessário para novos projetos a gás.

Segundo a Citi, com esses preços, recontratar nova capacidade fica difícil para o governo. Se a Eneva apenas recontratar a capacidade existente ao teto e não recontratar a Celse II, o preço-alvo da empresa cairia para cerca de R$ 20 por ação.

Analistas do UBS BB estimaram tarifas de ~R$ 182/MWh para novos empreendimentos e R$ 128/MWh para usinas existentes, bem abaixo de suas projeções de referência entre R$ 220/MWh e R$ 300/MWh. O cenário é visto como negativo para a Eneva.

Na semana anterior, as ações reagiram à mudança de regras do leilão, que reduziu custos para usinas conectadas à malha de gás, ampliando a competição e favorecendo Petrobras e outros players.

Leilões de março

O governo realizará dois grandes leilões em março para contratação de mais potência em usinas termelétricas e hidrelétricas. A medida busca reduzir riscos de suprimento diante da participação de fontes não controláveis na matriz energética.

Grandes geradores, como Eneva, Petrobras e Âmbar (grupo J&F), aguardam o certame. Hidrelétricas interessadas, entre elas Axia Energia e Copel, também veem oportunidades para expor expansões de usinas existentes.

Os contratos oferecidos terão prazos entre 3 e 15 anos, com início de entrega de potência entre 2026 e 2031, conforme o tipo de acordo escolhido. A operação visa aumentar a segurança do abastecimento elétrico no país.

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