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Brasil capta US$ 4,5 bilhões em títulos no mercado internacional

Brasil capta US$ 4,5 bilhões no exterior com Global 2036 e Global 2056; demanda de 2,7x e reservas incorporadas em 19 de fevereiro

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Cerca de 60% dos ativos globais são em dólares – Imagem: iStockphoto
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  • O Tesouro Nacional captou US$ 4,5 bilhões em títulos soberanos no mercado internacional, com a emissão do Global 2036 e a reabertura do Global 2056, nos EUA.
  • Global 2036 vence em 22 de maio de 2036; teve emissão de US$ 3,5 bilhões, juros de 6,4% ao ano e cupom de 6,25% ao ano pago semestralmente, com spread de 220 pontos-base sobre Treasuries.
  • Global 2056 captou US$ 1 bilhão, com vencimento em 12 de janeiro de 2056, juros de 7,3% ao ano e cupom de 7,25% ao ano, spread de 245 pontos-base.
  • A demanda atingiu aproximadamente US$ 12 bilhões, cerca de 2,7 vezes o volume ofertado; o Global 2036 teve recorde de captação para títulos de dez anos no exterior.
  • A operação foi coordenada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo; os recursos serão incorporados às reservas internacionais em 19 de fevereiro.

O Tesouro Nacional captou US$ 4,5 bilhões com a primeira emissão de títulos soberanos no mercado internacional de 2026. A operação ocorreu nos Estados Unidos e envolveu dois papéis: Global 2036, de 10 anos, e Global 2056, de 30 anos. Os recursos vão para as reservas internacionais do Brasil e entram no patrimônio em 19 de fevereiro.

Global 2036 teve vencimento em 22 de maio de 2036 e captou US$ 3,5 bilhões. O título paga juros de 6,4% ao ano e cupom semestral de 6,25%. O spread sobre Treasuries foi de 220 pb (2,2 pontos percentuais).

Global 2056, com vencimento em 12 de janeiro de 2056, rendeu US$ 1 bilhão. Os juros são de 7,3% ao ano, cupom de 7,25% e spread de 245 pb sobre papéis de 30 anos do Tesouro dos EUA.

Demanda e avaliação

A demanda atingiu aproximadamente 2,7 vezes o volume ofertado, com livro de ordens em torno de US$ 12 bilhões. O Global 2036 registrou o maior volume já captado para dez anos em emissões externas do país. O Global 2056 teve spreads mais baixos que em emissões anteriores, apesar de manter juros elevados.

Coordenação e conclusão do processo

A operação foi coordenada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo. Os US$ 4,5 bilhões captados serão incorporados às reservas internacionais do Brasil em 19 de fevereiro, fortalecendo a posição de sovereign debt do país no mercado global.

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