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IA reduzirá as piores decisões humanas nas negociações

IA atua como buffer comportamental, evitando decisões impulsivas em operações de varejo e potencialmente nivelando o campo frente aos grandes players.

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • Entre sessenta e setenta por cento dos traders de varejo perdem dinheiro, segundo estudos regulatórios, já sendo comum ver essa informação em plataformas de corretoras.
  • As plataformas de varejo costumam não ajudar a tomar boas decisões; criadas para incentivar decisões frequentes sob pressão, com alertas e botões de compra/venda que elevam o gatilho emocional.
  • A teoria de Kahneman e Tversky mostra que uma perda dói mais que um ganho equivalente, o que alimenta decisões impulsivas após derrotas.
  • A proposta com IA é atuar como infraestrutura comportamental, cuidando da execução e mantendo regras pré-definidas, reduzindo o momento de decisão sob estresse.
  • Em 2026, a adoção de sistemas algorítmicos pode nivelar o jogo, com plataformas oferecendo gestão de risco e execução automatizada, minimizando erros emocionais.

O texto discute como a inteligência artificial pode reduzir decisões ruins em operações de trading, ao agir como uma proteção entre o momento de decisão e a execução, mitigando impulsos emocionais dos traders. O argumento central é que os ambientes de negociação foram desenhados para favorecer decisões rápidas, não a disciplina.

Dados passaram a apontar que a perda entre traders de varejo é alta, com estudos citando margens entre 70% e 80%. Reguladores na Europa e nos EUA já colocam esse dado como aviso em plataformas, sem indicar causalidade única, mas destacando fatores de comportamento.

A teoria comportamental é apresentada como fundamento: perdas provocam dor maior que ganhos equivalentes, o que leva a traders a ampliar posições ou abandonar limites de stop. Em contraste, a IA pode executar de maneira pré-definida e com regras rígidas, reduzindo a janela de impulso emocional durante a volatilidade.

A IA como infraestrutura comportamental

A proposta é que a IA opere como infraestrutura comportamental, mantendo a decisão de metas, risco e estratégias com o usuário, enquanto cuida de entradas, tamanhos de posição e saídas. Assim, a etapa de decisão não ocorre no ápice do pânico, mas em momentos previamente programados.

A notícia aponta que plataformas já permitem esse modelo, com o sistema executando conforme regras estabelecidas. O investidor acompanha os resultados sem precisar agir em momentos de alta pressão.

Perspectiva para 2026

Estimativas apontam que 60% a 70% do volume de negociação em grandes mercados já é algorítmico, com uso de processamento de linguagem e dados para antecipar movimentos. Para o varejo, o desafio é adotar ferramentas semelhantes, tornando a negociação menos sujeita a emoções.

A expectativa é que 2026 traga adoção mais ampla de produtos que combinem intendimento do usuário com execução automatizada, preservando controle e objetivos, mas reduzindo decisões precipitadas a partir de gatilhos emocionais.

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