- O Bitcoin caiu abaixo de 70 mil dólares, atingindo o menor nível em quinze meses, com o preço chegando a 67.619 dólares.
- Em menos de quarenta e oito horas, o dinheiro em aberto (open interest) foi reduzido em cerca de 40 bilhões de dólares, sinalizando capitulação de posições alavancadas.
- O gatilho foi a nomeação de Kevin Warsh para dirigir a Autoridade Monetária dos Estados Unidos, visto como pro-Bitcoin, mas com cautela quanto à redução do balanço.
- Fluxos de ETFs de spot contribuíram para a queda, e os ativos sob gestão caíram abaixo de 100 bilhões de dólares no primeiro trimestre.
- O que se vê é o “paradoxo Warsh”: investidores veem o indicado pró-cripto, mas o aperto monetário deve reduzir a liquidez e manter a volatilidade.
Bitcoin caiu abaixo de 70 mil dólares, rompendo um patamar psicológico e marcando mínima de 15 meses. O movimento ocorreu na quinta-feira, quando o preço recuou para níveis próximo de 67,6 mil dólares, segundo dados de mercado.
A forte sangria eliminou cerca de 40 bilhões de dólares em posição líquida aberta em menos de 48 horas, indicando capitulação de posições alavancadas. As quedas ampliaram dúvidas sobre a profundidade de demanda em níveis mais baixos.
O catalisador foi a recente nomeação de Kevin Warsh como presidente do Fed. Embora seja visto como favorável ao Bitcoin, ele tem posição conhecida contra a expansão da oferta monetária, o que pode reduzir a liquidez no sistema.
Fluxo de ETFs e liquidez
Fluxos de ETFs à vista contribuíram para a pressão, com ativos sob gestão caindo abaixo de 100 bilhões de dólares pela primeira vez no primeiro trimestre. A métrica acusa retração de capitais que apoiavam o rali de risco.
O dano técnico é acentuado: o patamar de 70 mil moedas era visto como defesa para alta de 2025 e, agora quebrado, evidencia menor profundidade de bids abaixo de faixas de 60 mil dólares.
Enquanto o ouro rompeu recordes ao redor de 5.100 dólares a onça, investidores migraram de ativos de maior risco para ativos de refúgio. A leitura sugere que o mercado antecipa política monetária mais firme e liquidez menor para criptos.
O paradoxo Warsh
A queda representa a leitura de um chamado paradoxo: um nome pró-Bitcoin para o Fed, mas hawkish em relação à liquidez. Warsh já afirmou que o balanço excessivo distorce preços de ativos. O viés institucional aponta para fim do que é visto como piso de proteção do Fed.
A visão de Warsh é de que o Bitcoin pode ser legalizado, mas sem apoio para imprimir dólares que sustentem grandes movimentos. A volatilidade deve persistir até que haja um piso baseado em utilidade, não apenas em liquidez excessiva.
Entre na conversa da comunidade