- Ações dos EUA sobem nesta segunda-feira, com o S&P 500 futuro avançando 0,5%, enquanto o Brent atinge US$ 115 por barril, sustentados pela perspectiva de menor aperto monetário diante de riscos de desaceleração global.
- Rendimentos dos Treasuries recuam ao longo da curva, e a probabilidade de um aumento de juros do Federal Reserve em 2026 fica em cerca de 25%, ante cerca de 35% na sexta-feira; a taxa do título de dois anos caiu para 3,88%.
- Temores de escalada no Oriente Médio após ataques no fim de semana continuam, com involvimento de forças dos EUA e apoiadores do Irã aumentando a percepção de risco.
- Na Europa, o Stoxx 600 avança, o ouro se estabiliza e o alumínio sobe cerca de 4% diante da conjuntura geopolítica; o dólar permanece praticamente estável.
- Analistas destacam cenários para o petróleo: o Macquarie projeta possibilidade de US$ 200 por barril se o conflito se prolongar até junho (probabilidade de 40%), enquanto há 60% de chance de o conflito terminar até o fim deste mês.
As ações dos EUA operaram em alta nesta segunda-feira, 30, após temores de desaceleração econômica alimentados pela escalada no Oriente Médio reduzir apostas de aperto monetário. O Brent chegou a 115 dólares por barril, apoiando o cenário de inflação elevada no curto prazo. Os traders revisaram estimativas sobre juros do Fed para 2026, com probabilidade de reajuste caindo para cerca de 25%.
A curva de rendimentos mostrou queda ampla, refletindo menor ansiedade com alta de juros. A taxa de Treasuries de dois anos recuou para 3,88%. O S&P 500 subiu 0,5% após ter também ficado no vermelho no fim da semana passada. O dólar ficou estável diante de outras moedas.
Os movimentos ajudam a entender o impacto imediato do conflito no Oriente Médio, com ataques de fim de semana envolvendo Irã e aliados. Um grupo anfíbio americano chegou a região, e forças houthis apoiadas pelo Irã teriam intensificado ações contra parceiros dos EUA, elevando o temor de escalada.
Mercado e petróleo sob pressão
Na Europa, o Stoxx 600 avançou 0,5% com o recuo relativo dos rendimentos locais. O mercado europeu já precifica menor chance de alta de juros pelo BCE no próximo mês, hoje próximo de 60%. O iene se valorizou frente a outras moedas, após declarações de que o Japão pode intervir no câmbio.
O alumínio subiu cerca de 4% ante as operações do fim de semana ligadas aos ataques a fundições no Oriente Médio. O ouro se manteve estável após registrar ganho na semana anterior, com investidores buscando proteção diante da volatilidade.
Perspectivas e impactos setoriais
Analistas internacionais destacam que, se a guerra persistir até o segundo trimestre, o petróleo pode chegar a patamares recordes, com o estreito de Ormuz ainda sob ameaça. O cenário inclui probabilidades de choques de oferta e pressões inflacionárias mais prolongadas, apesar da alta recente dos juros já estar em pauta para alguns gestores.
Entre os comentários do dia, gestores ressaltam que o mercado de renda fixa pode reagir à medida que o impacto econômico do conflito se tornar mais evidente, pese ao recuo temporário de rendimentos. A avaliação é de que a inflação permanece um fator-chave, mas o crescimento desacelerado pode atuar como contrapeso.
Destaques matinais
- Ajuste de foco: o Morgan Stanley aponta que a correção do S&P 500 pode se aproximar do fim, mas as altas de juros do Fed ainda representam risco de curto prazo para ações.
- Oferta de alumínio: a pressão sobre a oferta global aumenta diante de interrupções logísticas na região.
- Ouro: o metal se recupera, com liquidez elevada e o mercado monitorando os desdobramentos geopolíticos.
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