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Frimesa mira R$ 15 bi de receita até 2032 com escala e cooperativismo

Frimesa projeta receita de R$ 15 bilhões até 2032, com expansão da suinocultura e de produtos de alto valor agregado, mantendo margens de cerca de três por cento

Linguiça Frimesa linha Fogo & Sabor chega em novos sabores ao varejo (Foto: Divulgação)
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  • Frimesa defende dobrar o faturamento até 2032, com meta de R$ 15 bilhões, fortalecendo suinocultura e produtos de maior valor agregado, sem abandonar o segmento de lácteos.
  • A estratégia foca expansão de atuação em São Paulo, região metropolitana, Sul do país e outras áreas com menor presença, mantendo margens próximas de três por cento para sustentar a base cooperada.
  • A empresa pretende aumentar a participação no mercado nacional de carne suína de cerca de oito por cento para aproximadamente quatorze por cento até 2032, com crescimento baseado na base produtiva existente.
  • A produção diária de suínos está prevista para chegar a cerca de vinte e três mil animais até o fim do período; a maior parte do investimento já foi realizada na planta principal.
  • A Frimesa investiu R$ 1,35 bilhão na planta de Assis e prevê mais R$ 650 milhões até o fim da década; a empresa também anunciou rebranding da marca e do logo.

A Frimesa, cooperativa paranaense, projeta dobrar o faturamento para R$ 15 bilhões até 2032, com foco na expansão da suinocultura e de produtos de maior valor agregado, sem perder o núcleo de lácteos. Ameta é apoiada pela base produtiva existente.

Segundo o CEO Elias José Zydek, a empresa mira crescer em São Paulo, especialmente na região metropolitana, e nas regiões Sul (Santa Catarina e Rio Grande do Sul) onde já atua pouco, além de explorar territórios com presença limitada.

A estratégia prioriza margens próximas de 3%, com distribuição de resultados pela cadeia, e não depende de aquisições. Zydek afirma que o modelo atual sustenta a base produtiva e os cooperados, sem visar grandes lucros a curto prazo.

Estrutura e histórico

Fundada no final dos anos 1970 em Medianeira (PR), a Frimesa centraliza a etapa industrial da cadeia e recebe matéria-prima de C Vale, Copacol, Lar, Primato e Copagril. O foco é crescer a partir da base existente, não por fusões.

Zydek, que atua na Frimesa há mais de 40 anos, subiu de superintendente industrial (1978) à presidência em 2023. A gestão mantém a intercooperação como pilar do modelo.

A consolidação no setor de proteína animal vem impulsionando ganhos de escala. O CEO diz que as quatro grandes entidades que integram a Frimesa respondem por 80% dos animais abatidos no Brasil, cenário que pressiona o restante do mercado a crescer ou desaparecer.

Desempenho e investimento

Hoje, o segmento de suínos representa 76% do faturamento, com 45,5% vindo de industrializados. Lácteos respondem por 22,5% (leite UHT 39,9% e iogurtes 16,6%). A Frimesa mira subir de 8,5% para cerca de 14% de participação no mercado nacional até 2032.

A produção diária de suínos quase triplicou desde 2015, chegando a cerca de 23 mil animais por dia. A base industrial já está bem estabelecida para sustentar esse aumento.

Financeiramente, já foram investidos R$ 1,35 bilhão na principal planta frigorífica, com expectativa de mais aproximadamente R$ 650 milhões até o fim da década. Entre 65% e 68% do plano já foi executado.

Perspectivas de mercado

A atual fase de expansão depende mais de execução comercial e ganho de mercado, sem planos de venda ou novas aquisições. A empresa trabalha para ampliar a participação de produtos processados de alto valor.

O ambiente externo traz pressões: custo de frete subiu cerca de 7% e embalagens 25% mais onerosas, em função de conflitos internacionais. A demanda interna permanece mais fraca, com vendas abaixo do esperado no início do ano.

Exportações respondem por cerca de 30% da receita, com atuação em 38 países. Mercados na Europa, África e Ásia aparecem entre os destinos, influenciando a estratégia de portfólio para atender tendências de proteína e redução de açúcar, ainda sem metas formais.

Rebranding e identidade

A Frimesa anunciou também um rebranding da marca e do logo, com identidade roxa e dourada para ampliar a visibilidade no ponto de venda e diferenciar-se dos concorrentes que costumam usar cores quentes, como vermelho e laranja.

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