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Tungstênio, usado em munições, sobe mais de 500% com demanda militar

Preço do tungstênio dispara 557% neste ano, impulsionado por restrições chinesas e demanda militar, indicando aperto global

Metal considerado essencial para munições, semicondutores e perfuração mais que dobrou de valor neste ano, em meio a restrições de exportação da China e aumento da demanda militar (Foto: Kang-Chun Cheng/Bloomberg)
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  • O tungstênio subiu 557% neste ano, chegando a US$ 2.250 por tonelada métrica, impulsionado pela demanda militar e queda de estoques.
  • A China restringiu exportações de tungstênio, com remessas externas caindo cerca de quarenta por cento no ano passado.
  • Especialistas dizem que o mercado está extremamente apertado, com dúvidas sobre onde o preço vai se estabilizar à frente.
  • O Project Blue estima o valor do tungstênio em cerca de US$ 16 bilhões neste ano, com consumo militar devendo aumentar 12% em 2024.
  • Nos EUA, cerca de sessenta por cento da demanda é para componentes de metal duro em cortes e desgaste; a China domina a oferta global.

O tungstênio, metal essencial em armas e semicondutores, vive momento de tensões geopolíticas devido às restrições chinesas de exportação e ao aumento da demanda militar. O preço do material saltou expressivamente neste ano, acompanhando a queda de estoques desde o início do regime de controles. A relação entre oferta restrita e demanda estratégica impulsiona o valor e o interesse de governos ocidentais em diminuir a dependência da China.

A confirmação vem de especialistas do setor de commodities, que apontam o aperto como inédito desde o auge do lítio em 2021. O tungstênio é altamente denso e crucial para componentes de mísseis, aeronaves e munições, além de aplicações em perfuração e semicondutores. O custo atual supera os US$ 2.200 por tonelada, com alta acumulada de mais de 550% no último ano.

Contexto geopolítico

Pesquisas indicam que a China detém a maior parte das reservas e respondia por 79% da produção mundial no ano passado. Restrição de exportação chinesa ampliou a pressão sobre fornecedores alternativos. As remessas de produtos de tungstênio para exportação recuaram cerca de 40% em relação ao ano anterior, agravando o aperto.

A demanda militar, especialmente em países ocidentais, tem elevado o consumo de ligas de tungstênio para contrapesos, munição e componentes de aeronaves. Projeções apontam incremento de 12% no uso relacionado ao setor militar neste ano, conforme levantamento do Project Blue.

Resposta do mercado e da indústria

Fabricantes Buscam suprimentos alternativos e reciclagem para mitigar o risco de desabastecimento. Empresas como Almonty Industries atuam para ampliar a produção, inclusive com iniciativas nos EUA, Coreia do Sul e outros pontos. Forças públicas têm dialogado com produtores para assegurar estoques imediatos de material.

Especificamente, a resposta do mercado tem sido a de ajuste fino entre oferta e demanda, com o preço refletindo a escassez real. A percepção de que a situação pode durar até dois anos alimenta negociações entre governos e fabricantes para ampliar cadeias de suprimento ocidentais, inclusive pela produção de minas em regiões como EUA, Espanha, Brasil e Austrália.

Perspectivas

Especialistas avaliam que, mesmo com retomada de minas ocidentais, o tempo necessário para aumento significativo da oferta demanda paciência. Substituição por materiais alternativos pode ocorrer em algumas aplicações, reduzindo o peso da demanda futura. O setor militar deverá continuar a influenciar o ritmo de consumo do tungstênio nos próximos meses.

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