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Mercado de luxo movimenta R$ 52,2 bilhões em recorde

Mercado de luxo atinge recorde de 52,2 bilhões, respondendo por 29,4% do valor negociado no residencial, com Sudeste puxando o desempenho

Nordeste, teve avanço de, 64,5% nas vendas de unidades de luxo e superluxo em 2025; na foto, orla de Fortaleza
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  • Em 2025, o mercado residencial de luxo e superluxo vendeu 10.607 imóveis acima de R$ 2 milhões, gerando R$ 52,2 bilhões e respondendo por 29,4% do valor total negociado no segmento residencial.
  • Foram lançadas 11.696 novas unidades de alto padrão, com potencial de vendas de R$ 58 bilhões, alta de 36% em relação a 2024.
  • O Sudeste concentrou mais da metade das vendas de luxo, com 5.490 negócios, impulsionado principalmente por São Paulo; o Nordeste registrou 1.946 unidades vendidas, alta de 64,5%.
  • Florianópolis apresenta o metro quadrado mais caro na faixa de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões (R$ 22.918/m²); acima de R$ 4 milhões, São Paulo lidera (R$ 37.668/m²) diante de Florianópolis (R$ 34.013/m²).
  • O estudo é da Brain Inteligência Estratégica, obtido pela Forbes Brasil, destacando o momento de recordes no mercado de luxo em todas as capitais.

O mercado imobiliário residencial de luxo e superluxo encerrou 2025 com recordes nas capitais brasileiras. Foram 10.607 unidades vendidas acima de R$ 2 milhões, totalizando R$ 52,2 bilhões e alta de 35% frente a 2024. O montante corresponde a 29,4% do valor negociado no conjunto do mercado residencial.

Na oferta, as incorporadoras também aceleraram: 11.696 novas unidades lançadas, com potencial de vendas de R$ 58 bilhões, avanço de 36% em relação ao ano anterior. Os dados são de um estudo inédito da Brain Inteligência Estratégica, obtido com exclusividade pela Forbes Brasil.

Entre as constatações, o nicho de luxo representa 3,75% do total de vendas em unidades, porém concentra quase 29,4% do valor agregado. A média do mercado elevou-se acima da inflação, com desempenho superior em todas as capitais frente à média nacional de 13% de alta.

Sudeste, motor do desempenho

A região Sudeste respondeu por mais da metade das vendas de luxo e superluxo no país, com 5.490 unidades comercializadas nas quatro capitais da região, alta de 7,5% frente a 2024. O crescimento é creditado a compradores com capital disponível, que financiam à vista ou em prazos curtos, independentemente de instrumentos bancários tradicionais.

São Paulo impulsiona o desempenho do Sudeste, por concentrar a maioria das sedes de grandes empresas brasileiras. Segundo a Brain, o mercado paulista se destaca amplamente frente a outros mercados, refletindo a força econômica da região.

Florianópolis: preço do metro quadrado e dinâmica local

Em imóveis entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões, Florianópolis registra o metro quadrado mais caro, em torno de R$ 22.918, à frente de Belo Horizonte. Já na faixa acima de R$ 4 milhões, o preço mais elevado fica em São Paulo, com R$ 37.668 por m², seguido por Florianópolis com R$ 34.013.

Estimativas do IBGE indicam que Florianópolis atingiu 587.486 habitantes em 2025, 11 mil a mais que em 2024. A cidade enfrenta escassez de terrenos e restrições ambientais, fatores que ajudam a justificar a elevação dos preços no mercado de luxo.

Nordeste desponta no cenário nacional

No Nordeste, o mercado de alto padrão ganha expressão, com Fortaleza emergindo como um polo relevante. O Bradesco BBI aponta liderança de empresas locais nesse segmento, destacando que até 70% dos lançamentos previstos para este ano devem ocorrer em projetos de luxo e superluxo, estimados em cerca de R$ 3,5 bilhões.

Em João Pessoa, a Setai consolida sua atuação na verticalização de luxo, incluindo o lançamento da primeira torre da Aston Martin na América do Sul, sinalizando a chegada de marcas globais ao mercado paraibano.

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