- A Organização Internacional do Açúcar (OIA) reduziu a previsão de excedente global para a safra 2025/26, para 1,22 milhão de toneladas métricas, ante 1,63 milhão.
- A revisão aponta produção menor na Índia e na Tailândia como principais fatores.
- Índia: produção estimada em 29,5 milhões de toneladas para 2025/26, abaixo de 30,98 milhões na edição anterior; a Isma também reduziu a estimativa para 29,3 milhões.
- Tailândia: produção prevista em 10,86 milhões de toneladas, abaixo de 11,16 milhões.
- Perspectiva global para 2025/26 aponta produção de 181,29 milhões de toneladas e consumo de 180,07 milhões; há déficit de 3,46 milhões na temporada 2024/25, com previsão de preço neutro nos próximos três meses.
A Organização Internacional do Açúcar (OIA) revisou para baixo a projeção de excedente global para a safra 2025/26. O órgão aponta agora 1,22 milhão de toneladas métricas, ante 1,63 milhão estimados anteriormente. A atualização ocorreu nesta sexta-feira.
A revisão foi influenciada, principalmente, pela queda na produção prevista de Índia e Tailândia. A OIA também reduziu a estimativa de oferta global, ajustando para baixo o balanço da commodity.
Principais números revisados
A produção da Índia em 2025/26 foi estimada em 29,5 milhões de toneladas, abaixo das 30,98 milhões da edição anterior. Já a Tailândia teve queda na projeção, de 11,16 milhões para 10,86 milhões.
A Isma, associação indiana, também revisou a produção da Índia para 2025/26, para 29,3 milhões de toneladas, ante 30,95 milhões. O recorte reforça o recuo sobre a safra no país.
A perspectiva global para 2025/26 ficou em 181,29 milhões de toneladas de açúcar, frente a 181,77 milhões estimados. O consumo é projetado em 180,07 milhões, ligeiramente abaixo do mês anterior.
A OIA aponta ainda déficit global de 3,46 milhões de toneladas na safra 2024/25 (out/sep). A instituição sinaliza que os preços nos próximos três meses devem permanecer neutros.
A entidade ressalta que o déficit de 2024/25 foi parcialmente corrigido pela liberação de estoques na Índia, enquanto o excedente esperado para 2025/26 permanece modesto.
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