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Crise global da moradia pressiona compras e aluguéis, diz CEO do GRI Institute

Crise global da moradia eleva custos de compra e aluguel; oferta não acompanha demanda, estimulando o modelo multifamily, diz CEO do GRI Institute

Em pé, Gustavo Favaron, brasileiro que é CEO do GRI Institute, organizador do encontro que reuniu alguns do principais executivos de real estate do mundo, na Suíça
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  • A crise global de moradia é destacada como dificuldade crescente para comprar e alugar imóveis em várias regiões, incluindo Inglaterra, EUA, Europa, Ásia, Polônia e Emirados Árabes.
  • Fatores que alimentam o problema: custo de terreno, mão de obra e materiais mais altos, inflação estrutural e salários que não acompanham esse ritmo, com juros elevados complicando financiamentos.
  • O resultado é um afastamento entre a procura por compra e a capacidade de compra das famílias, com aluguéis subindo acima da inflação e do preço dos imóveis.
  • O estoque de aluguel existente não acompanha a demanda, muitas vezes por imóveis antigos, mal localizados ou não voltados para locação, gerando oferta insuficiente.
  • O modelo multifamily, com foco em aluguel desde a construção, ganha espaço entre incorporadoras; no Brasil, há expectativa de aumento dessa prática caso a demanda por aluguel continue crescendo.
  • Quem pode comprar deve fazê-lo, pois, segundo o diagnóstico, não há perspectiva estrutural de queda de preços a curto prazo e o problema de acesso tende a piorar.

A crise de moradia no mundo se intensifica, pressionando tanto compra quanto aluguel. Dados compilados pelo Global Real Estate and Infrastructure Institute (GRI Institute), com sede em Londres, apontam custo elevado, juros altos e renda aquém do ritmo de valorização como drivers centrais. Favaron, CEO do instituto, descreve o cenário como uma epidemia mundial de moradia, presente em países da Europa, América do Norte, Ásia e América Latina.

Segundo Favaron, o desafio de aquisição de imóveis vem se espalhando de forma estrutural. O custo de terreno, mão de obra e materiais tem subido de forma consistente, enquanto a renda dos consumidores permanece atrás. Em consequência, o custo de financiamento também pesa mais para compradores, ampliando o atraso entre desejo e capacidade de compra.

A demanda por aluguel cresce com a mesma força da compra. Com famílias se movendo, casando e constituindo famílias, a oferta de imóveis para locação não acompanha esse incremento. Anúncios mostram aluguéis que avançam bem acima da inflação e, em algumas cidades, além do aumento dos preços de venda.

Panorama global e impactos no mercado de aluguel

O estoque disponível costuma ser antigo ou mal localizado, não atendendo às necessidades modernas de locação. Em cidades como Londres e Nova York, a pressão sobre o aluguel é evidente pela relação entre demanda elevada e oferta restrita. Prédios hoje costumam exigir gestão específica voltada para locação.

Favaron afirma que o quadro é estrutural, não temporário. Enquanto custos não forem contidos e a renda não acompanhar, a dificuldade de compra não tende a diminuir. A tendência é de continuidade da pressão sobre preços de aluguel e de aquisição.

Implicações para o mercado brasileiro

O executivo aponta que inovações como o modelo multifamily, já adotado em mercados maduros, podem ganhar força no Brasil. Nesse modelo, incorporadoras constroem com foco em locação e gerem grandes carteiras de unidades, com eventual venda a fundos imobiliários. A adaptação exigiria mudanças de visão e de estrutura de longo prazo. A expectativa é de que esse movimento se confirme se a demanda por aluguel continuar alta.

Favaron reforça ainda a orientação para quem pode comprar: manter a decisão de aquisição, pois não há perspectiva de queda estrutural nos preços a curto prazo. Pontos de ajuste podem ocorrer localmente, mas o ciclo de longo prazo aponta para a persistência do gap entre preço e renda.

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