- Mais de US$ 370 milhões em liquidações forçadas ocorreram na última sessão, com Bitcoin recuando próximo de US$ 60 mil.
- Tesourarias institucionais, lideradas pela Metaplanet, ampliaram compras para defender o custo médio durante a queda.
- O caminho do mercado depende de sustentar o nível de US$ 60 mil; quebra pode mirar US$ 55 mil como próxima zona de liquidez.
- O RSI diário está em território de sobrevenda próximo de 30, sugerindo possível recuo rápido, mas o quadro semanal mantém sinais de risco.
- Fluxos institucionais continuam cautelosos, com saídas em ETFs de Bitcoin e demanda spot contida até que haja clareza regulatória.
Bitcoin sofreram ontem uma forte deleveraging, com mais de US$ 370 milhões em liquidations forçadas, limpando longs alavancados enquanto o preço recuava em direção a US$ 60 mil. O movimento elevou a pressão de venda de curto prazo no mercado.
Durante a queda, investidores de varejo entraram em capitulação, mas tesourarias corporativas, lideradas por acumuladores como a Metaplanet, passaram a absorver parte da pressão de venda. Em conjunto, essas compras buscavam defender o custo médio.
A direção imediata do mercado depende da capacidade dos compradores de sustentar o nível crítico de US$ 60 mil, que funciona como piso técnico e psicológico entre correção saudável e queda mais acentuada.
Metaplanet e tesourarias compram a queda
Dados on-chain indicam um other way de atuação institucional, com Metaplanet adquirindo Bitcoins em momentos de retração, segundo postagens da CEO da empresa. Esse comportamento segue a estratégia de acumulação estratégica de maiores detentores.
Essa leitura acompanha a tendência de tesourarias que utilizam quedas acentuadas para reduzir o custo médio, em vez de liquidar posições. O movimento dialoga com precedentes de outras companhias, que mantêm a exposição a longo prazo.
Enquanto perdas contábeis aparecem para esses agentes, as compras contínuas ajudam a sustentar um piso local e evitam desvalorização descontrolada.
Cenário técnico e níveis de suporte
O gráfico técnico aponta para um ponto de inflexão: o suporte em US$ 60 mil é testado, alinhado a nodos de alto volume do fim de 2025. O RSI diário está em território de sobrevenda, próximo de 30.
Caso o suporte não se mantenha, a direção provável aponta para o lado de baixa, com o nível de US$ 54,7 mil citado como ponto de invalidação para o viés de alta. O mercado precifica esse risco com odds de queda adicional.
O caminho para recuperar fôlego depende de estabilização acima de US$ 62,5 mil e romperia a resistência em US$ 67,5 mil. Até fechamento diário acima desse patamar, a tendência permanece de baixa.
Fluxos institucionais e macroeconomia
O movimento recente ocorre em meio a fluxos institucionais desfavoráveis e a dúvidas regulatórias. Ações de negociação descrevem período de maior aversão ao risco, com o dólar fortalecendo e a liquidez em criptomoedas sob pressão.
ETFs de Bitcoin cotados no mercado à vista mostraram saídas por quinta semana consecutiva, sinalizando desinvestimento de grandes allocadores até que haja clareza regulatória. Enquanto isso, a liquidez de longo prazo se mantém em foco.
Mercados continuam atentos a fatores macro, como debates tarifários nos Estados Unidos, que ajudam a pressionar ativos de maior risco. A próxima resposta dependente de dados econômicos e decisões regulatórias.
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