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Reputação do USDA cai após revisões na área de milho nos EUA

Revisões no milho elevam área colhida para 91,3 milhões de acres e minam a confiabilidade dos dados do USDA, pressionando os preços e deixando agricultores em alerta

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
REUTERS Colheita de milho em Maringá
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  • O USDA enfrenta dúvidas sobre a confiabilidade de seus dados após grandes cortes de pessoal e uma revisão para cima na área colhida de milho, o que gera preocupação entre agricultores, comerciantes e economistas.
  • As estimativas finais de janeiro mostraram aumentos sem precedentes nas áreas plantadas e colhidas de milho para 2025 em relação às estimativas de junho, acompanhados de queda de mais de 5% nos preços dos grãos.
  • Analistas destacam que as revisões pareceram indicar uma agência “em desordem”, conforme citações de especialistas ligados ao setor de commodities.
  • O Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas do USDA abriu uma revisão interna após as mudanças de dados, e funcionários da Agência de Serviços Agrícolas relatam atrasos no processamento de informações sobre o plantio.
  • O USDA deve divulgar, nesta terça-feira, 10 de dezembro, novos dados globais de oferta e demanda de grãos e oleaginosas. O milho é a maior safra dos Estados Unidos, usado para ração, etanol e alimentos.

O USDA, referência global em estimativas de safra, passa por dúvidas sobre a confiabilidade de seus dados após uma queda no quadro de funcionários e uma revisão acentuada para cima na área colhida de milho. Agricultores, comerciantes e analistas acompanham os relatórios mensais sobre produção, oferta e demanda para prever preços e estoques.

A redução de quadros, associada a metas de redução do governo, cresceu a preocupação sobre a precisão dos números divulgados. Especialistas destacam que a menor equipe pode afetar a agilidade e a qualidade das estimativas que sustentam o mercado.

Na revisão de janeiro, o USDA elevou significativamente a área plantada e colhida de milho para 2025, gerando impactos nos preços e nas expectativas do setor. A mudança representou o maior ajuste para esses índices desde o início do ano.

Ajustes na área de milho

O milho figura como a maior safra dos EUA, com usos que vão desde alimentação animal até etanol. A nova estimativa aponta 91,3 milhões de acres colhidos, alta de 1,3% frente ao dado anterior e 5,2% acima da estimativa de junho.

Analistas destacaram que o aumento apareceu de forma abrupta, refletindo divergências entre as informações disponíveis. Em média, revisões de área colhida costumam ser negativas, principalmente por impactos do tempo ruim.

A revisão impactou a produção estimada de milho e levou a uma queda de cerca de 5,4% nos preços futuros. O serviço de estatísticas do USDA passou a enfrentar atrasos na consolidação dos dados.

Contexto institucional

A redução de pessoal afetou áreas críticas do USDA, incluindo o Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas, que divulga estimativas de área plantada. A dificuldade de recebimento de dados completos atrasou o panorama da área plantada.

Sp cra Stefanou, ex-subsecretário adjunto, afirmou que o órgão teve menos informações para sustentar as estimativas, o que compromete a confiabilidade dos números. A agência também enfrenta a pressão de manter a credibilidade junto a agricultores e mercados.

As informações divulgadas até agora indicaram que a mudança no quadro de pessoal coincidiu com revisões internas e ajustes de metodologia no processamento de dados, segundo fontes envolvidas no processo.

Odas e próximos passos

Especialistas ressaltam que o USDA continua sob escrutínio de agricultores, traders e economistas, que utilizam os dados para decisões de plantio, compra e venda. A agência deve divulgar novos dados de oferta e demanda global de grãos e oleaginosas nesta terça-feira, 10.

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