- Michael Burry, fundador da Scion Asset Management, comparou a recuperação de Bitcoin atual à queda de 2021–2022, indicando possível recuo para a faixa dos baixos noventa mil? No—segue: baixa dos 50 mil dólares.
- O gráfico publicado por ele no X sobrepõe a desvalorização atual de BTC de 126 mil dólares a 70 mil dólares ao movimento daquele ciclo, sugerindo potencial queda aos baixos 50 mil.
- Analistas questionam a validade da comparação única, destacando que o cenário de hoje é diferente, com ETFs de BTC à vista e participação institucional maior.
- BTC caiu cerca de quarenta por cento desde a máxima de outubro e opera próximo de 72 mil dólares, pressionada por resgates de ETFs e humor de aversão ao risco.
- Burry apontou, em texto do Substack, que uma nova queda de dez por cento poderia colocar a Strategy, maior detentora corporativa de BTC, em dificuldades, e que mineradoras podem enfrentar dificuldades; também mencionou liquidação de aproximadamente um bilhão de dólares em metais preciosos no fim de janeiro.
Michael Burry, gestor da Scion Asset Management, divulgou um gráfico de Bitcoin (BTC) que compara a queda atual da criptomoeda com a crise de 2021–22. A comparação sugere possibilidade de nova queda para a faixa dos 50 mil dólares. O objetivo é entender se o movimento atual se repete.
O gráfico, compartilhado em uma rede social, sobrepõe a trajetória de BTC indo de pico acima de 126 mil dólares a aproximadamente 70 mil dólares, ilustrando uma queda semelhante à observada no ciclo anterior. A leitura leva a um potencial piso na casa dos 50 mil dólares, segundo o gráfico.
Analistas questionam a validade da analogia. Argumentam que o cenário anterior incluiu fortes altas de juros do Fed, falências de grandes projetos e dinâmica de varejo com alavancagem, fatores que não se repetem hoje. O ambiente atual envolve ETFs de Bitcoin com fluxo diferente e maior participação institucional.
BTC cai cerca de 40% desde o pico de outubro e fica perto de 72 mil dólares, pressionado por resgates de ETFs e humor de risco, além de volatilidade de mercados globais. Em relação ao momento atual, a leitura do gráfico de Burry ainda depende de como se comparam as condições de mercado.
Burry não definiu preço-alvo explícito, mas o paralelo visual reacendeu o debate sobre se o BTC repete um roteiro histórico. O levantamento é acompanhado de um texto anterior dele, que aborda a possibilidade de uma espiral de queda se a demanda não acompanhar a oferta.
Contexto adicional aponta que a visão de Burry se soma a uma tese de baixa para o setor, com destaque para grandes detentores corporativos. O investidor alertou que uma nova queda pode afetar mineradoras e estruturas de financiamento, elevando o risco de liquidez.
Stakeholders do setor reagem de modo diverso. Alguns apontam que a situação atual difere pela fortaleza de fluxo institucional e pela presença de ETFs de Bitcoin, que alteram a dinâmica de mercado. Outros destacam que não há consenso sobre a leitura histórica.
Entre os fatores citados, está a recente passagem do BTC abaixo de 71 mil dólares, seguida de recuperação momentânea, em uma semana marcada por oscilações que não se repetem com a mesma intensidade do passado. O episódio reforça o debate sobre direção futura.
Na visão de alguns especialistas, a leitura de Burry não deve ser encarada como previsão, mas como alerta sobre mudanças de posição e psicologia de mercado. O investidor ganhou notoriedade por antecipar crises, com impacto histórico já registrado em 2008.
Outros atores do mercado permanecem cépticos quanto à aplicação direta do padrão de 2021–22. Com o ambiente macro em transformação, há quem enxergue mais risco de volatilidade do que de uma queda tão extrema quanto a sugerida pelo gráfico.
Desdobramentos no cenário de Bitcoin
O mapa de riscos envolve grandes holders, estratégias de mineração e o fluxo de capital institucional. A queda de BTC, se ocorrer, pode ampliar perdas em ativos correlatos e influenciar o sentimento de risco entre investidores.
A instituição Strategy, maior detentora corporativa de BTC, figura entre os pontos de atenção. A empresa mantém posição alta em BTC, o que implica exposição a eventuais ajustes de preço e condições de crédito.
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