- A B3 lançou a marca Trillia para consolidar cinco negócios de dados dentro da bolsa, sem criar uma nova empresa.
- A Trillia atende mais de 6.000 clientes em quatro verticais: inteligência de mercado; marketing e vendas; compliance e prevenção a fraudes; e crédito e recuperação.
- A área de dados já representa 10% da receita da B3, e o CEO Gilson Finkelsztain aponta potencial de crescimento de dois dígitos nos próximos anos.
- A medida busca gerar receita recorrente menos ligada ao ciclo da bolsa, mantendo força no financeiro, com atuação também em varejo, logística e outros setores.
- Para 2026, a B3 aposta na reabertura do mercado brasileiro para IPOs, com expectativa de 10 a 15 operações ainda este ano, entre follow-ons e estreias, conforme condições de demanda.
A bolsa brasileira avança na diversificação de negócios ao lançar a marca Trillia, destinada a unificar cinco serviços de dados que já operam na B3. A iniciativa busca gerar receita recorrente, menos atrelada ao ciclo do mercado, segundo o CEO Gilson Finkelsztain.
A Trillia representa a consolidação de unidades de dados existentes, não a criação de uma nova empresa. A marca reúne operações que já existem dentro da B3, com objetivo de destravar valor para a companhia.
O ecossistema rebatizado já atende mais de 6.000 clientes em quatro verticais: inteligência de mercado, marketing e vendas; compliance e prevenção a fraudes; mercado segurador; crédito e recuperação. As soluções incluem análise de mercado, precificação de risco e prevenção à lavagem de dinheiro.
O que é a Trillia e como funciona
A nova marca não cria estruturas próprias, mas organiza negócios sob um guarda-chuva único. A B3 pretende ampliar a participação dos dados na receita, que hoje responde por 10% do faturamento da empresa.
Marcos Vanderlei, vice-presidente da B3 e head da Trillia, destaca atuação em várias indústrias. Embora o DNA da B3 seja financeiro, o portfólio alcança varejo, logística e transportes, ampliando aplicações de crédito.
Perspectivas para 2026
O lançamento ocorre em um momento de otimismo no core business, com sinais de retomada de demanda por ações. Em janeiro, estrangeiros já totalizam R$ 25,3 bilhões em ações locais, acima do fluxo de 2025.
Finkelsztain comenta que 2026 pode marcar a reabertura de IPOs no Brasil, após pausa desde 2021. A PicPay abriu capital na Nasdaq e Agibank deve seguir na NYSE, apontando caminho para novas ofertas.
Executivos da B3 estimam que entre 10 e 15 operações, entre follow-ons e IPOs, devem ocorrer ainda neste ano. A expectativa é de que o segmento de infraestrutura contribua com operações maiores, caso haja demanda.
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