- Ascendino Madureira Garcia, conhecido como Dino, é apontado pela Polícia Federal como operador tático de Daniel Vorcaro no Banco Master, responsável pela arquitetura de fundos usados para desvio de recursos.
- Dino foi alvo de busca na segunda fase da operação Compliance Zero e já responde a processo por organização criminosa, gestão fraudulenta e corrupção, originado pela operação Fundo Fake, de 2020.
- Em dois mil e vinte e um, a Procuradoria-Geral da República o denunciou por envolvimento em esquema de propina da Odebrecht na Lava Jato; a defesa nega irregularidades.
- A Sefer Investimentos (antiga Foco DTVM) geria fundos ligados ao Master e é citado como polo de desvios que teriam somado cerca de R$ 1,8 bilhão para empresas ligadas a Vorcaro; Dino era braço direito de Benjamin Botelho.
- O Master usou fundos da Sefer, incluindo o City 2, para aquisições e garantias, com alegações de uso de estruturas para ocultar recursos; defesa de Dino afirma que ele não integrava gestão.
Ascendino Madureira Garcia, conhecido como Dino, é apontado pela Polícia Federal como operador tático de Daniel Vorcaro no Banco Master. A PF investiga desvio de recursos por meio de fundos geridos pela Sefer, ligada à própria instituição financeira.
Dino, funcionário da Master Corretora desde 2018, foi alvo da segunda fase da operação Compliance Zero. A ação busca evidências de uso de fundos para desviar recursos da instituição, com participação de Vorcaro.
A PF já o havia considerado alvo em 2020, na operação Fundo Fake, e ele responde a processos por organização criminosa, gestão fraudulenta e corrupção. Em 2021, houve denúncia da PGR envolvendo propina da Odebrecht.
Na decisão de buscas de janeiro, o STF destacou que Dino atuaria como intermediário e executor técnico de movimentações contábeis do grupo. A defesa nega envolvimento e afirma que Dino não integra estruturas decisórias.
Gestora de fundos
Até 2018, Dino trabalhou na gestora Foco DTVM, renomeada para Índigo e hoje Sefer Investimentos, alvo da segunda fase da Compliance Zero. O Ministério Público aponta desvios de aposentadoria de servidores.
A investigação aponta desvio de cerca de R$ 500 milhões envolvendo fundos administrados pela Sefer, com beneficiários ligados a Daniel Vorcaro e Henrique Vorcaro. A PF aponta relação entre as partes.
Ao longo de 2020 e 2023, Vorcaro ganhou decisões para excluir a PF das investigações no TRF-1. Ascendino e Benjamin Botelho foram denunciados em 2023 por gestão fraudulenta e organização criminosa.
Em 2018, Ascendino deixou a Foco e passou a atuar no Master, ligando o banco a administradoras de fundos acusadas de desvios, como Trustee, Banvox e Sefer. A defesa de Dino sustenta ausência de irregularidades.
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