- Em 2025, Buenos Aires teve 69.461 transações imobiliárias e movimentou US$ 7,26 bilhões, o melhor desempenho desde 2005, segundo a Associação de Notários, com alta de 27% ante 2024.
- O valor médio por transação ficou em US$ 105 mil, alta de 50% na comparação anual.
- O crédito hipotecário foi o principal impulsionador do mercado; em dezembro foram 888 escrituras de hipoteca, queda de 21,4% em relação a dezembro do ano anterior, mas no acumulado de 12 meses houve 13.953 operações, alta de 179,4%.
- A presidente do Colégio de Notários afirmou que 2025 ficou entre os cinco melhores anos da série histórica, iniciada em 1998.
- Para 2026, o desafio é tornar o crédito mais sustentável, com inflação estável e condições de financiamento de longo prazo; hoje o crédito imobiliário representa 1,5% do PIB, bem abaixo da média regional de 25%.
Com quase 70 mil transações e US$ 7,2 bilhões movimentados, o mercado imobiliário de Buenos Aires encerrou 2025 com o melhor desempenho dos últimos 20 anos. O crédito hipotecário foi o principal impulsionador dessa recuperação, que também aponta desafios para manter o ritmo.
Ao longo do ano, foram 69.461 imóveis vendidos na cidade, segundo a Associação de Notários de Buenos Aires. O resultado representa alta de 27% frente a 2024 e é o melhor desde 2005.
O volume financeiro totalizou US$ 7,26 bilhões, quase o dobro do ano anterior. O valor médio por transação ficou em cerca de US$ 105 mil, aumento de 50% na comparação anual.
Para o presidente do Colégio de Notários, 2025 figura entre os cinco melhores anos da série histórica iniciada em 1998. O desempenho foi puxado pela ampliação do crédito imobiliário, ainda que haja sinais de arrefecimento recente.
Apesar do otimismo, especialistas indicam que o crédito ainda enfrenta entraves. Em dezembro, foram registradas 888 escrituras de hipoteca, queda de 21,4% em relação a dezembro de 2024; no acumulado de 12 meses, foram 13.953 operações, subindo 179,4%.
Para 2026, o grande desafio é tornar a recuperação sustentável. A perspectiva é de que as condições de crédito se tornem mais acessíveis, desde que a inflação se estabilize e as taxas de juros não aumentem ainda mais.
A análise aponta que, hoje, o crédito imobiliário argentino representa apenas 1,5% do PIB, muito abaixo da média regional de 25%. A continuidade do crescimento depende da inflação, dos salários reais e da capacidade dos bancos de oferecer financing de longo prazo.
As projeções indicam um 2026 mais estável do que 2025, com queda gradual das taxas de juros no segundo semestre. O cenário dependerá de condições macroeconômicas estáveis para sustentar a recuperação do mercado.
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