- Em Lavapiés, Madri, moradores de um edifício enfrentam pressões para deixar seus contratos, com obras de construção usadas para dificultar a permanência.
- O grupo de inquilinos alegou que as obras incluem inundações, barulho intenso, furações e riscos de acidentes, começando em novembro de 2024.
- Cerca de metade dos moradores já deixou o prédio, após mais de um ano de obras, com a conjuntura vista como tentativa de expulsão sem recorrer a mandados.
- O caso resultou em uma 1ª investigação preliminar de acoso inmobiliário, considerada inédito na Espanha, segundo os inquilinos.
- O proprietário afirma que as obras visam melhorar acessibilidade, reforçar a estrutura e renovar o telhado, assegurando que têm as licenças necessárias e oferecendo alternativas de realocação.
Um caso inédito em Madrid envolve moradores que alegam ter sido submetidos a acoso imobiliário por parte de novos proprietários, com obras de construção usadas para pressionar a reintegração de aluguel. O desfecho poderá sair em decisão judicial nos próximos dias.
A disputa começou em novembro de 2024, quando o prédio no Lavapiés foi vendido a um fundo de investimento. À época, os inquilinos passaram a enfrentar cortes de energia, vazamentos, barulho e obras que dificultavam a vida no condomínio.
Dez a doze moradores, incluindo Jaime Oteyza, ingressaram com ações, acusando a construção de ser ferramenta de expulsão. Em Madrid, o caso abriu caminho para a primeira investigação preliminar sobre acoso inmobiliário no país.
Avanços do caso e posição das partes
O grupo alega que as obras visavam contornar processos de despejo judiciais demorados, pressionando os inquilinos a partirem. Em contrapartida, a proprietária afirma que as intervenções visam melhorar acessibilidade, structure e telhado, com licenças conformes.
Ao longo de 15 meses, aproximadamente metade dos moradores já deixou o prédio. Em paralelo, a empresa disse ter negociado acordos com mais de 30 moradores e oferecido moradia temporária para os afetados.
A defesa dos inquilinos aponta que a situação persiste em muitos edifícios da cidade, com uso de táticas que variam desde danos estruturais até pressão econômica. O desfecho judicial pode orientar casos semelhantes pelo país.
A ação em Madrid já teve repercussão nacional, com outros tribunais iniciando investigações semelhantes em Barcelona e em cidades do interior, ampliando o debate sobre o uso de obras para expulsar moradores de longa data.
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