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Cidades rurais lutam pela sobrevivência diante do êxodo na Nova Zelândia

Fechamento das duas fábricas em Ruapehu, com mais de 230 demissões, aumenta o risco de evasão populacional e fragiliza a região

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Janelle Finch and Austin Hobson at the Ohakune railway station.
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  • Em outubro de dois mil e vinte e quatro, a Winstone Pulp International fechou seus dois moinhos perto de Ohakune, no Ruapehu, devido aos altos preços de energia, deixando mais de duzentos e trinta trabalhadores sem emprego.
  • Ohakune tem aproximadamente 1.360 habitantes e Raetihi, cerca de 1.140; muitos moradores saíram da região e há lojas vazias e sinais de venda nas ruas.
  • desde dois mil e vinte e três, diversas cidades rurais enfrentam fechamentos de fábricas, com mais de mil demissões em todo o país.
  • nos doze meses até outubro, quarenta e um mil cidadãos deixaram a Nova Zelândia; quase sessenta por cento migraram para a Austrália em busca de melhores salários e direitos.
  • moradores e autoridades locais pedem mais investimento em infraestrutura e economia regional; muitos dizem que o governo foi inadequado ao lidar com os custos de energia das indústrias.

Ruapehu, região central da Nova Zelândia, vive o desafio de evitar o declínio demográfico de áreas rurais. Em outubro de 2024, a Winstone Pulp International encerrou seus dois moinhos próximos a Ohakune devido aos altos preços de energia, encerrando quase 50 anos de operação.

Mais de 230 trabalhadores foram desligados, com impactos diretos em Ohakune, que tem 1.360 habitantes, e Raetihi, com 1.140, a menos de 15 minutos de distância. Muitos setores que dependiam dos moinhos também sofreram abalos econômicos.

A crise ganhou contornos locais: dezenas de lojas ficaram vazias e ruas residenciais de Ohakune exibiam placas de venda, refletindo o descolamento econômico da região. A comunidade sinaliza perdas que vão além do emprego direto.

Desdobramentos

Dados recentes indicam que Ruapehu não está isolada. Desde 2023, várias cidades enfrentaram fechamentos de mil e fábricas, resultando em mais de 1.000 demissões. Custos de energia e demanda fraca são citados como motivos centrais.

Além disso, novos movimentos migratórios reduzem o crescimento populacional. Em NZ, sete das 16 regiões registraram saída maior que entrada no ano até junho de 2025. Pesquisadores destacam possível hollowing out da força de trabalho.

A administração regional aponta falhas de políticas públicas. O governo pretende cortar novos gastos em 1 bilhão de dólares para reduzir endividamento, enquanto a economia local exige investimentos maiores para infraestrutura e serviços.

Vozes locais

Líderes comunitários relatam sensação de abandono, mas há resistência. O prefeito de Ruapehu enfatiza o desejo de permanência na região, citando orgulho local e redes de apoio comunitário que ajudam a enfrentar dificuldades.

Casos individuais ilustram o peso da crise. Famílias que perderam empregos hoje conciliam múltiplos trabalhos para permanecer na região, fortalecendo o sentido de comunidade e de solidariedade.

O futuro de Ruapehu depende de estratégias para manter pessoas, criar oportunidades econômicas e melhorar serviços. A região continua buscando caminhos para evitar o êxodo e repensar seu modelo de desenvolvimento.

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