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Itaú vê estabilidade na inadimplência e rentabilidade nos próximos trimestres

Itaú mantém ROE acima de vinte por cento e expectativa de estabilidade da inadimplência; cenário geopolítico pode reduzir volumes neste ano

Milton Maluhy Filho, CEO do Itau Unibanco, falou com jornalistas durante uma conferência de resultados em São Paulo
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  • Itaú Unibanco espera relativa estabilidade nos indicadores de inadimplência nos próximos trimestres, mantendo apetite a crédito estável, apesar dos desafios do cenário.
  • Índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 1,9% no trimestre; inadimplência entre 15 e 90 dias foi de 1,7%.
  • O ROE líquido médio foi de 24,8% no primeiro trimestre; lucro líquido recorrente somou R$ 12,28 bilhões, alta de 10,4% ante o mesmo período do ano anterior.
  • O banco destacou que o guidance de crescimento de carteira de crédito permanece, com carteira de clientes de média e alta renda apresentando expansão em dois dígitos.
  • Em relação ao Novo Desenrola, Maluhy Filho afirmou que o Itaú participou ativamente da construção do programa via Febraban, com público-alvo proporcionalmente menor que o observado em outras instituições.

O Itaú Unibanco manteve expectativa de relativa estabilidade nos indicadores de inadimplência para os próximos trimestres, sem alterar o apetite por crédito, apesar dos desafios macroeconômicos. O presidente-executivo Milton Maluhy Filho informou, em coletiva após divulgar o balanço do primeiro trimestre, que não há sinais de ruptura no ciclo de crédito na carteira.

No trimestre, a inadimplência acima de 90 dias ficou em 1,9%, estável frente ao anterior e ao mesmo período de 2024. A inadimplência entre 15 e 90 dias fechou em 1,7%, frente a 1,6% no quarto trimestre de 2024 e 1,8% um ano antes. O banco aponta risco relativamente contido em suas linhas, com exceção do portfólio de micro, pequenas e médias empresas, que pode registrar leve aumento de 10 a 20 pontos básicos, considerado simbólico por governança.

Maluhy Filho ressaltou que o portfólio de grandes empresas mantém provisões adequadas, mesmo diante de eventuais casos isolados. O executivo reforçou que não houve mudança no apetite a risco, mas que ele é dinâmico e sujeito a ajustes conforme o cenário evolui. A carteira de clientes continua crescendo com foco em públicos de média e alta renda, com efforts em penetração e relacionamento.

Desempenho de rentabilidade e ROE

O balanço aponta retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) líquido médio de 24,8% no 1T25, ante 22,5% no 1T24 e 24,4% no 4T24. O diretor financeiro, Gabriel Amado de Moura, destacou que, se considerados critérios de capital mínimo aprovados para o apetite de risco, o ROE ficaria em 25,8% no consolidado e 27,4% para a operação do Brasil. O lucro líquido recorrente atingiu R$ 12,28 bilhões no trimestre, alta de 10,4% frente a igual período de 2024, mas queda de 0,3% ante o quarto trimestre.

De acordo com analistas do Citi, a consistência dos resultados aponta resiliência em meio a um ambiente mais desafiador para a qualidade dos ativos no Brasil. A instituição mantém recomendação de compra para as ações do Itaú. O guidance inicial para o crescimento da carteira de crédito permanece vigente, com o banco demonstrando sólida qualidade de ativos e rentabilidade ampla.

Novo Desenrola e contexto regulatório

O CEO informou que o Itaú atuou ativamente na construção do Novo Desenrola, em colaboração com o Ministério da Fazenda e via Febraban, já operando dentro do programa. O público-alvo, no entanto, é proporcionalmente menor no portfólio do Itaú em comparação com outras instituições.

No cenário de capitais, Maluhy Filho apontou que a visão para 2026 permanece construtiva, mesmo com incertezas geradas pela geopolítica, inflação global e volatilidade de commodities. O executivo destacou que volumes de crédito podem ficar entre 30% e 40% abaixo de 2024 em função dessas condições, mas não classificou o cenário como um ponto de atenção no momento.

Perspectivas de mercado e eleições

O banco manteve a percepção de que fatores geopolíticos, preços de petróleo e políticas monetárias influenciam o cenário brasileiro. A cautela adicional do mercado, segundo o executivo, decorre da inflação elevada e de possíveis ajustes de juros pelo Banco Central. Mesmo com expectativa de volatilidade em ano de eleição, o Itaú não identificou mudanças relevantes a serem antecipadas neste momento.

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