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Arco volta ao mercado de dívida após deixar a Nasdaq em 2023

Arco Educação obtém registro de emissora Categoria B para a CBE, abrindo caminho para emissões públicas de dívida, sem captação imediata, com futuras oportunidades

Grupo fundado no Ceará pela família Ari de Sá opera sistemas de ensino como COC, SAS e Escola da Inteligência em mais de 11 mil escolas no Brasil. (Foto: Divulgação/Arco Educação)
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  • A CVM homologou, em 20 de fevereiro, o registro de emissora de Categoria B para a Companhia Brasileira de Educação e Sistemas de Ensino (CBE), subsidiária operacional da Arco Educação, permitindo captação de recursos por meio de dívida.
  • A CBE atua como guarda-chuva do grupo, reunindo ativos como COC, SAS, Dom Bosco e Escola da Inteligência; International School e Isaac não integram esse guarda-chuva.
  • Segundo a Arco, o registro não envolve emissão de dívida imediata nem captação; a empresa afirma buscar governança fortalecida e fontes de financiamento diversas, sem oferta pública prevista.
  • A empresa informou que o indicador dívida líquida/Ebitda da CBE está abaixo de três vezes, abaixo do limite contratual de quatro vezes, indicando alavancagem confortável.
  • A habilitação amplia o universo de potenciais compradores para debêntures da CBE, que já emitira seis séries nos últimos five anos em ofertas restritas a investidores profissionais; o objetivo é preparar o grupo para oportunidades de expansão futuras.

A Arco Educação reabriu cana de captação no mercado de capitais brasileiro, mais de dois anos após sair da Nasdaq. A CVM homologou o registro da CBE como emissora de Categoria B, permitindo captação de recursos via dívida pela subsidiária. A decisão não envolve oferta imediata.

A CBE funciona como guarda-chuva operacional do grupo, englobando ativos como COC, SAS e Escola da Inteligência. Internamente, a International School e o Isaac ficam fora do escopo da subsidiária, segundo fontes próximas ao tema.

Segundo a Arco, o registro não está ligado a emissão de debêntures para reforço de caixa, e a geração de caixa anual teria crescido cerca de 70% desde a saída da Nasdaq em dezembro de 2023. A empresa afirma não ter previsão de captação imediata.

A companhia diz que a medida visa fortalecer governança e diversificar fontes de financiamento, sem confirmar uma oferta pública. O indicador de alavancagem da CBE está abaixo de 3,0 vezes, conforme dados internos, abaixo do limite contratual de 4,0 vezes.

A Categoria B habilita a CBE a realizar ofertas públicas de debêntures, ampliando o universo de potenciais compradores. Nos últimos cinco anos, a subsidiária já emitiu seis séries via ofertas restritas a investidores profissionais, sempre dentro de covenants acordados.

A Arco opera hoje com um portfólio de marcas como COC, Dom Bosco, SAS, Escola da Inteligência e International School, integrada em 2025. O setor de educação no Brasil passa por mudanças, com grandes grupos buscando expansão e consolidação.

Entre pares, o mercado observa movimentos de grandes players como Inspira, Salta (antiga Eleva Educação) e outros grupos. A reabertura de captação pode ampliar a atuação da Arco em cenários de eventual rodada de consolidação.

No cenário macro, o CDI permanece elevado e não houve bolsa com referência pública desde 2023. O prêmio de risco para futuras emissões dependerá de como o mercado precificar a CBE e as condições macroeconômicas para educação.

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