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Guaxinins e compostagem favorecem predação de tartarugas na Costa Rica

Compostagem inadequada atrai guaxinins, que predam ninhos de tartarugas de casco-couro em Las Baulas, ameaçando a sobrevivência da espécie

Leatherback sea turtle hatchlings head to sea. Image by US Fish and Wildlife Service via Wikimedia Commons/ Animalia.
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  • Em Las Baulas, parque nacional marinho da Costa Rica, pesquisadores identificaram aumento de predadores de ovos de tartaruga desde aproximadamente 2012, ligado à urbanização crescente.
  • A análise de imagens de satélite mostrou expansão urbana acelerada entre 1990 e 2024, mesmo com a presença do parque.
  • Câmeras-trap mostraram que os resíduos orgânicos atraem animais; nem todos os bairros possuem contenção adequada de lixo.
  • Dados combinados indicam que guaxinins respondem por 84% dos “alimentadores” de lixo e 91% dos predadores de ninhos.
  • A equipe propõe compostagem mais formal, caixas resistentes a guaxinins e educação ambiental para fortalecer a conservação das tartarugas-leatherback.

Composting reduz resíduos em aterros e diminui metano, um potente gas de efeito estufa. Em Costa Rica, estudo na província de Guanacaste aponta que manejo inadequado de resíduos orgânicos pode reduzir a população de tartarugas-marinhas.

O trabalho, coordenado pelo pesquisador Keilor Cordero, mostra que o aumento de predadores de ovos de tartaruga começou por volta de 2012, vinculando-se à urbanização acelerada na região. Las Baulas Marine National Park abriga uma importante área de nidificação de tartarugas-verdes e de couro.

Cordero acompanhou imagens de satélite de 1990 a 2024 e registrou falhas na infraestrutura de coleta de resíduos orgânicos. Além disso, utilizou armadilhas fotográficas para mapear interações entre lixo urbano e fauna local.

Desdobramentos da pesquisa

Os dados indicam que animais que se alimentam de lixo representam 84% dos predadores de resíduos, enquanto 91% dos predadores de ninhos são mamíferos como carrapatos. A partir disso, o estudo aponta uma ligação entre descarte doméstico de orgânicos e a pressão de predadores sobre as onças marinhas.

Christine Figgener, bióloga marina consultada pela imprensa, destaca que a conservação depende da gestão da interface entre pessoas e ecossistemas. Ela não participou do estudo, mas reforça a relevância das mudanças sugeridas.

Caminhos para a conservação

Conforme o pesquisador, a conservação das tartarugas em Las Baulas pode avançar com compostagem formal, coleta de lixo mais segura para a fauna e educação pública. Cordero afirma que o país já tem forte ethos de conservação, o que facilita a ação comunitária.

A pesquisa sugere medidas simples porém eficazes para reduzir impactos: ampliar pontos de coleta de resíduos orgânicos, adaptar recipientes a prova de predadores e promover campanhas de conscientização para moradores e visitantes.

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