- Aproximadamente sete por cento das terras da Inglaterra precisarão ficar destinadas à natureza, florestas e energia renovável para cumprir metas ambientais.
- O governo divulgou pela primeira vez mapas de uso da terra, mostrando como ela é atualmente utilizada e como pode ser adaptada.
- Cerca de um por cento da terra deve abrigar usinas solares e parques eólicos, segundo o relatório, que admite a possibilidade de revisões.
- Novas regras prevêem “sim padrão” para habitação perto de estações de trem e obrigatoriedade de lagoas, áreas úmidas e melhoria do drenagem urbana em novos empreendimentos.
- Agricultores serão orientados sobre destinos da terra entre silvicultura, áreas alagadas ou restauração de turfa, com incentivos, sem coerção.
O governo britânico publicou pela primeira vez o quadro de uso da terra da Inglaterra, mapeando como o território é utilizado e como pode se adaptar a necessidades futuras. A estimativa aponta que cerca de 7% do território deve ficar destinado à natureza, florestas e energia renovável para cumprir metas ambientais. Mesmo assim, haverá terra suficiente para alimentação e habitação de uma população crescente.
O relatório de 56 páginas, iniciado na gestão anterior e concluído após anos de trabalho, aponta que o uso atual é ineficiente. Também prevê medidas para reduzir o risco de enchentes, com a adoção de lagoas, zonas úmidas e melhorias no drenagem urbana em novos empreendimentos.
O que muda na prática
A partir de agora, novos empreendimentos habitacionais a até passos de trem poderão receber aprovação com mais rapidez, desde que incorporem soluções de água e drenagem. Desenvolvedores ficarão obrigados a incluir recursos hídricos em seus projetos.
Os agricultores serão orientados sobre whether devem manter lavouras ou transformar parte da terra em florestas, zonas úmidas ou restauros de peatismo, com incentivos para a mudança quando pertinente. As classificações agrícolas serão atualizadas.
A meta de energia renovável deve ocupar cerca de 1% do território, limitado a áreas para solar e parques eólicos. Contudo, o governo admite que a demanda por água e dados de IA podem exigir ajustes no cálculo.
Outros pontos e impactos
O documento prioriza a recuperação de ecosistemas de turfeira, com a maior parte do estado degradada, sem proibir totalmente desenvolvimentos de energias renováveis. Também incentiva o uso múltiplo da terra, com agropecuária ao lado de usinas e proteção de fauna em lavouras.
As autoridades locais devem considerar incluir reservas naturais em áreas urbanas. A regulamentação de áreas de caça e monitoramento de uso de moors de faisões ganham regras mais restritivas. Não há direito de acesso amplo imediato, mas há consulta sobre tornar a responsabilidade do proprietário mais proporcional.
Uma nova unidade de uso da terra será criada, junto com um mapa nacional de solo. O objetivo é planejar mudanças no cenário britânico frente ao aquecimento global de aproximadamente 2C acima dos níveis pré-industriais, com projeções de cenários ainda mais quentes.
Reações de interessados
Empresários rurais e camponeses receberam o quadro com cautela, destacando necessidade de diretrizes claras, estrutura de políticas e incentivos para evitar impactos não intencionais. A percepção é de avanço gradual, não de solução rápida.
Especialistas em conservação dizem que há demanda por financiamento público e privado para viabilizar as ações propostas. Também ressaltam que o equilíbrio entre uso da terra e proteção ambiental exige coordenação entre níveis de governo.
A pasta ambiental admite que o novo enquadramento pode exigir ajustes contínuos conforme surgirem novas demandas de energia, água e tecnologia. O objetivo é aumentar a resiliência frente choques climáticos sem frear o desenvolvimento.
Fontes: governo britânico, National Farmers’ Union, Nature Friendly Farming Network, think tank ECIU.
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