Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil, agroecologia regenerativa avança, mas desmatamento pressiona ecossistemas

Avanços da agropecuária regenerativa em Mato Grosso convivem com pressão de desmatamento, impactando ecossistemas e exigindo políticas públicas mais eficazes

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Em Mato Grosso, o setor agroindustrial avança com práticas regenerativas, como o programa REVERTE, que visa recuperar pastagens degradadas até mil hectares até 2030.
  • O programa oferece empréstimos de longo prazo e apoio técnico; até o início de vinte e vinte e seis, já havia restauração em milhares de hectares e financiamento superior a centenas de milhões de reais.
  • Em Itaúba, os irmãos Biancon demonstram melhoria do solo em fazendas que passaram de pastagens degradadas para culturas como algodão, milho e soja, após adesão ao REVERTE.
  • A restauração de pastagens degradadas é vista como caminho para reduzir pressão sobre a floresta, mas ainda existe grande área degradada e dúvidas sobre sustentabilidade a longo prazo sem políticas públicas que interrompam a expansão.
  • O governo já lançou o Caminho Verde Brasil para recuperar até quarenta milhões de hectares de pastagens degradadas até a década de trinta, financiando por meio de recursos públicos e privados.

In Mato Grosso, o estado que funciona como polo agrícola do Brasil, a fronteira entre Cerrado e Amazônia avança com cultivo de soja, carne e inovações em manejo. No entanto, a pressão de desmatamento persiste, mesmo com programas de restauração e financiamento verde em curso.

Na fazenda da família Biancon, em Itaúba, a transição ocorreu de áreas degradadas pela pecuária para lavouras de algodão, milho e soja. Os irmãos, hoje co-proprietários, integram o programa REVERTE, que financia a recuperação de pastagens degradadas visando evitar novas desmatadas.

O projeto REVERTE, desenvolvido pela Syngenta em parceria com The Nature Conservancy e financiado pelo Itaú BBA, já atua em 11 estados. A meta é recuperar 1 milhão de hectares até 2030, com empréstimos de 10 anos aos produtores, cobrando juros apenas no início.

Especialistas apontam que, nos últimos anos, quase todo o desmatamento no bioma Amazônia e no Cerrado tem origem na expansão da pecuária. Mesmo assim, a demanda global por soja e carne mantém o ritmo de expansão da fronteira agrícola brasileira.

Estudos indicam que o Cerrado abriga vastas áreas de pastagens degradadas. A restauração tem custo elevado, o que dificulta a transição de produtores que preferem abrir novas áreas. A ideia é, portanto, compatibilizar uso produtivo com conservação.

Para ampliar a escala, o governo lançou o Caminho Verde Brasil, que visa recuperar até 40 milhões de hectares de pastagens degradadas até 2033. A iniciativa busca combinar recursos públicos e privados, incluindo mecanismos de financiamento de longo prazo.

A Agropecuária brasileira tem mostrado avanços em tecnologia e manejo no combate aos impactos ambientais, com práticas como plantio direto e uso de insumos mais eficientes. Mesmo assim, a dependência de defensivos ainda é um desafio.

Optar pela no-till e pela integração de plantas fixadoras de nitrogênio aparece entre as estratégias para reduzir impactos. Entidades como WWF Brasil ressaltam a necessidade de governança florestal mais robusta para evitar que aumentos de produtividade aumentem a expansão.

Especialistas alertam que, embora programas como REVERTE possam proteger áreas protegidas, o risco de expansão futura segue alto sem políticas públicas que desestimulem desmatamento e sem compromissos privados vinculantes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais