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Repelentes ultrassônicos podem manter ouriços longe das estradas

Estudo mostra que ouriços ouvem ultrassom de até 85 kHz, abrindo caminho para repelentes sonoros que podem reduzir mortes de animais nas estradas

Dr Sophie Lund Rasmussen, the lead researcher, said the study could have a significant impact on reducing hedgehog road deaths.
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  • Pesquisadores da Universidade de Oxford, em parceria com Dinamarca, mostraram que porcos-espinhos ouvem ultrassom: respostas foram detectadas em 4 a 85 kHz em 20 animais reabilitados.
  • O estudo utilizou eletrodos na via auditiva para registrar sinais entre ouvido interno e cérebro durante sons emitidos por alto-falante.
  • A pesquisa, publicada na Biology Letters, indica que porcos-espinhos podem ouvir frequências muito altas, superiores aos limites de audição humanos (até 20 kHz).
  • Tomografia computadorizada de alta resolução em um animal morto revelou ossos do ouvido médio muito densos e uma articulação entre tímpano e osso, ajudando na passagem de sons agudos.
  • Os autores sugerem que, no futuro, aparelhos com repelentes ultrassônicos em veículos e ferramentas de jardinagem poderiam manter porcos-espinhos afastados de estradas, reduzindo mortes na Europa.

O estudo científico mostra que porcos-espinhos conseguem ouvir ultrassons de alta frequência, abrindo caminho para deterção de animais em estradas com repellers sonoros. A pesquisa avaliou hedgehogs reabilitados na Dinamarca para medir respostas neurológicas a sons.

Céticos e defensores da fauna acompanharam a experiência realizada pela Universidade de Oxford, em parceria com colegas dinamarqueses. Objetivo é reduzir mortes de hedgehogs em vias públicas, diante de dados que indicam alta mortalidade causada pelo trânsito.

Foram usados 20 animais; eletrodos registraram sinais entre o ouvido interno e o tronco cerebral, enquanto sons de 4 a 85 kHz eram emitidos por alto-falante. Humanos ouvem até 20 kHz; cães chegam a 45 kHz.

Avanços e próximos passos

Análises com microtomografia de um hedgehog morto geraram um modelo 3D do ouvido, revelando características como ossos médios muito curtos e uma junta quase fusionada entre tímpano e o primeiro osso. Esses traços ajudam na passagem de sons agudos.

Os pesquisadores destacam a possibilidade de desenvolver dispositivos com ultrassom para carros, bem como para ferramentas de jardim, sem afetar animais domésticos. A liderança do estudo planeja buscar parceria com a indústria automotiva para viabilizar protótipos.

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