- Pesquisadores da Universidade de Oxford, em parceria com Dinamarca, mostraram que porcos-espinhos ouvem ultrassom: respostas foram detectadas em 4 a 85 kHz em 20 animais reabilitados.
- O estudo utilizou eletrodos na via auditiva para registrar sinais entre ouvido interno e cérebro durante sons emitidos por alto-falante.
- A pesquisa, publicada na Biology Letters, indica que porcos-espinhos podem ouvir frequências muito altas, superiores aos limites de audição humanos (até 20 kHz).
- Tomografia computadorizada de alta resolução em um animal morto revelou ossos do ouvido médio muito densos e uma articulação entre tímpano e osso, ajudando na passagem de sons agudos.
- Os autores sugerem que, no futuro, aparelhos com repelentes ultrassônicos em veículos e ferramentas de jardinagem poderiam manter porcos-espinhos afastados de estradas, reduzindo mortes na Europa.
O estudo científico mostra que porcos-espinhos conseguem ouvir ultrassons de alta frequência, abrindo caminho para deterção de animais em estradas com repellers sonoros. A pesquisa avaliou hedgehogs reabilitados na Dinamarca para medir respostas neurológicas a sons.
Céticos e defensores da fauna acompanharam a experiência realizada pela Universidade de Oxford, em parceria com colegas dinamarqueses. Objetivo é reduzir mortes de hedgehogs em vias públicas, diante de dados que indicam alta mortalidade causada pelo trânsito.
Foram usados 20 animais; eletrodos registraram sinais entre o ouvido interno e o tronco cerebral, enquanto sons de 4 a 85 kHz eram emitidos por alto-falante. Humanos ouvem até 20 kHz; cães chegam a 45 kHz.
Avanços e próximos passos
Análises com microtomografia de um hedgehog morto geraram um modelo 3D do ouvido, revelando características como ossos médios muito curtos e uma junta quase fusionada entre tímpano e o primeiro osso. Esses traços ajudam na passagem de sons agudos.
Os pesquisadores destacam a possibilidade de desenvolver dispositivos com ultrassom para carros, bem como para ferramentas de jardim, sem afetar animais domésticos. A liderança do estudo planeja buscar parceria com a indústria automotiva para viabilizar protótipos.
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