- O Parque Nacional Marinho do Albardão e a Área de Proteção Ambiental do Albardão foram criados em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul, conforme decreto publicado em 6 de março de 2026.
- Juntas, as áreas somam mais de 1,06 milhão de hectares, o que faz do Albardão o maior parque marinho do Brasil; serão geridos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
- O parque tem foco em preservação ambiental, pesquisa científica e ecoturismo, com uso não extrativista dos recursos naturais.
- A APA, com cerca de 56 mil hectares, equilibra conservação com atividades tradicionais como a pesca artesanal e envolve uma faixa de areia de 250 quilômetros, considerada a mais longa do mundo.
- A região pode potencializar turismo sustentável, com trilhas, cicloturismo, trekking e hotelaria próxima a Santa Vitória do Palmar.
O Brasil criou duas novas Unidades de Conservação no extremo sul: o Parque Nacional Marinho do Albardão e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão. Ambas ficam em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul, e visam preservação, pesquisa e ecoturismo.
O decreto que instituiu as áreas foi publicado no Diário Oficial da União na sexta-feira, 6 de março de 2026. A medida define os objetivos de proteger ecossistemas naturais de valor ecológico, socioeconômico e científico.
Juntas, as unidades somam mais de 1,06 milhão de hectares, cerca de sete vezes o tamanho da cidade de São Paulo. A gestão ficará a cargo do ICMBio, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Diferenças entre as áreas
O Parque Nacional Marinho do Albardão terá foco na preservação ambiental, na pesquisa científica e no ecoturismo, com uso não extrativista de recursos. É o maior parque marinho do Brasil, com pouco mais de um milhão de hectares.
O Parque abriga dunas, lagoas, praias arenosas e fundos marinhos, além de concheiros históricos. A área é estratégica para várias espécies ameaçadas e para aves marinhas migratórias.
A APA do Albardão, com cerca de 56 mil hectares, busca equilibrar conservação e atividades tradicionais, como a pesca artesanal. Também pode favorecer o turismo ecológico na faixa de areia de aproximadamente 250 quilômetros.
Turismo e uso sustentável
Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, as novas unidades devem valorizar o turismo sustentável na região, conhecida como Lençóis Rio-Grandenses. A área marítima e costeira pode atrair trilhas, cicloturismo e trekking.
O parque funciona como unidade de proteção integral, admitindo apenas uso indireto dos recursos naturais, que não envolve coleta, dano ou destruição. A atuação integrada amplia o potencial econômico sustentável local.
Além do Albardão, o Brasil possui outros parques nacionais amplamente visitados, como Tijuca, Iguaçu e Jericoacoara, que figurem entre as mais visitadas em 2024, segundo dados oficiais.
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